Estudantes realizam protesto contra bloqueio de recursos da educação

Estudantes foram as ruas ontem (Foto: Maitê Ferreira)

Na tarde e noite desta segunda-feira 13 de maio centenas de estudantes da UERN, UFERSA, IFRN e de escolas públicas de ensino médio promoveram uma marcha em defesa da educação em Mossoró/RN. Grêmios estudantis, centros acadêmicos, diretórios centrais estudantis, sindicatos ligados ao Fórum dos Servidores do Oeste Potiguar e entidades ligadas à Frente Brasil Popular estiveram presentes.

O movimento estudantil reivindica a derrubada do contingenciamento de investimentos em educação pública anunciada pelo ministro da educação Weintraub e pelo governo Bolsonaro-PSL. Os cortes alcançam a cifra de 30% de recursos, golpeando duramente o funcionamento e subsistência não apenas dos institutos e universidades federais, mas também da educação básica – em virtude do corte de verbas no FUNDEB.

O ato iniciou cerca de 16h, partindo de concentração no IFRN. Manifestantes seguiram, em seguida, em direção à UFERSA, aonde adentraram no campus central pela entrada lateral e caminharam em direção à entrada principal na BR-304. O movimento estudantil promoveu uma ocupação simbólica da reitoria da UFERSA, em que ressoava uma reinvindicação endereçada ao atual reitor para que tomasse uma posição institucional enfática contra os cortes de Bolsonaro: “Arimatéa, preste atenção, se posicione pela educação”.

Após a saída da reitoria, estudantes bloquearam temporariamente a BR-304 e seguiram em marcha em direção à UERN, local onde o ato contou com encerramento no Centro de Convivência em forma de aula Pública contra os cortes na educação. Estudantes também prometem engrossar a greve nacional da educação neste 15/05, junto de numerosas categorias de trabalhadores (as) em educação: docentes da UERN, UFERSA, técnicos administrativos da UFERSA, funcionários (as) do IFRN e professores (as) da rede pública estadual já aprovaram adesão à paralisação. Um protesto está marcado em Mossoró para o referido dia, com concentração às 08h em frente à UFERSA.

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Coordenador da bancada federal discute com reitores alternativas aos cortes orçamentários do ensino superior

Deputado se coloca à disposição de reitores (Foto: Christiano Brito)

Diante do corte orçamentário nas instituições federais de Ensino Superior anunciado pelo Governo Federal, os reitores da UFRN, Ufersa e IFRN se reuniram nesta segunda-feira (6), em Natal, para unir forças e buscar soluções. A reunião foi provocada pelo deputado federal Rafael Motta (PSB), que coordena a bancada potiguar e propôs a elaboração de um diagnóstico com o impacto local da medida a ser apresentado ao Ministério da Educação (MEC).

“A bancada federal está pronta para defender as instituições federais do RN. Vamos levar esse documento, que é um diagnóstico detalhado, para o Governo Federal, para que o Executivo, por meio do MEC, tenha a noção exata dos prejuízos que o bloqueio trará ao Estado e possa rever a decisão. Caso não haja uma reconsideração, alternativas jurídicas não estão descartadas, já que os prejuízos são muito significativos”, afirmou o deputado Rafael Motta.

Participaram da reunião os reitores Ângela Paiva (UFRN) e José de Arimateia (Ufersa) e o pró-reitor Juscelino Medeiros (IFRN), além de representantes da OAB e do reitor da UERN, Pedro Fernandes. O mandato da deputada federal Natália Bonavides (PT) também esteve representado. A reunião aconteceu na Reitoria da UFRN.

Ângela Paiva disse acreditar que a ação conjunta pode reverter a questão. “Precisamos mobilizar forças, com o Legislativo e o Judiciário, em defesa das universidades. O apoio da bancada será muito importante para mostrar que esse é um pleito de todo o Rio Grande do Norte”, declarou a reitora. José de Arimateia afirmou que “as universidades precisam desse esforço coletivo para continuarem o trabalhem que desenvolvem”.

De acordo com o documento, confirmado o contingenciamento, as três instituições federais terão prejuízos quanto ao seu funcionamento e, consequentemente, a formação dos estudantes, comprometendo, inclusive, a pesquisa e a inovação.

Na última terça-feira (30), o Ministério da Educação anunciou o bloqueio de 30% no orçamento das instituições federais de ensino de todo o país. No Rio Grande do Norte, a medida afeta a UFRN, a Ufersa e o IFRN em R$ 75 milhões para custeio e investimentos.

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Decisão de Bolsonaro retira mais de R$ 100 milhões em investimentos no RN

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu cortar 30% dos investimentos em educação superior. A medida faz um estrago no Rio Grande do Norte e sua combalida economia.

Serão R$ 101 milhões a menos em investimentos na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) e Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

É um estrago e tanto!

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Fascistinhas do MBL e a censura nas universidades

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A sociedade deu cabimento demais ao Movimento Brasil Livre (MBL), grupo de jovens que surgiu aparentando ser a renovação da direita liberal brasileira. Mas a queda de Dilma Rousseff, mas a subida da popularidade de Jair Bolsonaro sem provocar a derrocada eleitoral de Lulaestava espremendo a molecada que ficava cada dia mais desmoralizada pelas próprias contradições e propagação de informações falsas.

Em meio a isso, os “emebeélicos” estavam impedidos de fazer protestos contra a corrupção do governo Temer. A desculpa esfarrapada era de que isso favoreceria o PT, mas até o pato amarelo da FIESP sabe que os meninos do Kim eram parceiros do vampirão da Bovespa. Restou desviar o assunto (corrupção do governo Temer) adotando uma pauta  fascistóide do “mito”.

Agora, na mais absoluta falta do que fazer, um fascistinha do MBL entrou na Justiça Federal para impedir a realização do curso “Golpe de 2016 e o futuro do Brasil”, oferecida pelo Departamento de Ciências Sociais. Pode-se criticar a falta de embasamento científico para a oferta do curso.

Mas e daí?

É problema de quem oferece a disciplina e de quem vai se matricular.

Não gostou?

Articule-se para ofertar uma disciplina sobre temas caros ao MBL como mensalão, “petrolão” (podem dizer lá que só tem petistas envolvidos), homem nu no museu, exposições de pênis de borracha, data da prisão de Lula, como enganar bobos com memes, etc… Falando em memes seriam ótimas referências teóricas para um curso mobilizado pelos fascistinhas

Assunto não falta. É só dar um tempo na fake news e agir.

Agora não me venham com esse chilique falso de que as universidades são “antros” esquerdistas onde só se estuda Marx.

Pura mentira que não vai além de um meme tosco. Uma coisa é o pensamento de esquerda ser majoritário na academia, outra é dizer que as ideias liberais e conservador são censuradas.

Trabalho e estudei em uma universidade onde existem muitos professores com pensamento liberal e conservador.

Também estudei na UFRN e conheço muitos professores de lá que não são nem de longe esquerdistas. Articulem-se para a oferta de algum curso e deixem a censura de lado, fascistinhas.

Ideias se combatem com ideias. O que existe fora disso é fascismo por mais que a Justiça seja colocada no meio dessa confusão. E olhe que nosso judiciário dos auxílios moradias tem coisa mais importante para se preocupar, como o umbigo dos magistrados.

Arrumem uma lavagem de roupa, fascistinhas!

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