Francisco José Junior está de volta

Ele está de volta (Foto: Magnus Nascimento)

Após uma temporada cursando medicina no Paraguai e a continuidade do curso em São Paulo, o ex-prefeito Francisco José Junior afivela as malas para voltar ao Rio Grande do Norte.

Ele e a esposa Amélia Ciarlini conseguiram aprovação no edital de transferência voluntária para o curso de medicina da Universidade Potiguar (UnP).

Francisco José Junior está de volta ao Rio Grande do Norte. Vai morar em Natal, bem pertinho de Mossoró.

Confira o resultado da transferência do ex-prefeito AQUI.

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Professores de economia contestam estudo contratado pela Prefeitura

Estação das artes é o principal polo do MCJ (Foto: arquivo)

O Blog do Barreto consultou três professores da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (FACEM/UERN) que analisaram o estudo realizado pela Universidade Potiguar (UnP) que apontou que o Mossoró Cidade Junina 2019 movimentou R$ 94 milhões.

Esta página deixa bem claro que respeita os profissionais envolvidos no trabalho feito pela a UnP e que se trata de um debate acadêmico direcionado a questões metodológicas e não de caráter dos envolvidos ou acusações de manipulações.

O professor Mairton França explica que correu uma dupla contagem com o método utilizado. “Há um erro original na concepção porque ele faz comparação de objetos que não são comparáveis pela sua complexidade. Quando falo dos polos, e eu não sei se a Prefeitura pediu assim, eu tenho apenas três produtos: 1)Pingo da Mei Dia, 2)Boca da Noite e o 3) Mossoró Cidade Junina. Eu não posso dizer que o produto três é a Estação das Artes, Chuva de Bala, Cidadela, Arena das Quadrilhas, etc. É tudo um produto só: O Mossoró Cidade Junina. Na medida que você entrevista as pessoas nestes polos você comete um erro de dupla contagem”, explica.

Ele explica que existem migrações entre polos que podem gerar uma confusão na contagem. “Na Estação das Artes você tem a maior média de gastos porque é para lá que todos convergem. A pessoa que foi entrevistada na Cidadela pode migrar para outros polos. Por isso não me surpreendeu que o maior gasto na Estação das Artes. Eles poderiam ter feito um estudo de migração porque eles precisavam ver de onde a pessoa veio e para onde ela vai porque ele pode até beber em todas elas, mas comer ele vai provavelmente em apenas uma delas”, avalia.

Resultado de imagem para Pingo da mei 2019
Pesquisador sente falta de números da PM quanto a presença de público (Foto: web)

O professor Rodolfo Costa pondera que o relatório da UnP é didático embora carente de rigor. Ele questiona os critérios de contagem de público que em 2019 não se baseou na Polícia Militar, mas na Secretaria Municipal de Segurança Pública, Defesa Civil, Mobilidade Urbana e Trânsito. “Inicialmente, para todas as áreas analisadas, não se observa uma justificativa quanto as informações amostrais, definição de variáveis ou indicadores quantitativos. Por exemplo, não são relatadas se a área utilizada são as áreas totais dos espaços (se as são, não seria razoável usa-las na plenitude, já que não há indícios de lotação ou superlotação nos eventos); não está claro qual o critério utilizado para definir o número de pessoas por m2 (foram usadas as referências da Policia Militar?) e nem o porquê da razão pessoa/m2 ser diferente entre as áreas; não se observa nenhuma exposição quanto a definição das amostras utilizadas etc”, questionou.

Assim como o professor Mairton, ele questiona a metodologia usada em relação aos polos. “Cabe destacar, também, que as comparações entre os distintos polos carece de um maior rigor estatístico. Não é recomendável se comparar valores médios de unidades diferentes, com tamanho de amostra diferente, sem proceder com um teste estatístico de comparação de médias. Tal comparação, quando realizada, só é relevante com dados populacionais. Sua realização a partir de uma amostra fatalmente incorrerá em viés”, explica.

Ele ainda faz outra ponderação: “Por fim, admitindo que estatisticamente seja possível inferir sobre a população a partir dos dados do relatório MCJ 2019, uma avaliação econômica requer um conjunto de medidas tradicional, entre elas, Valor Presente Líquido, Taxa interna de Retorno, Custo-Benefício etc., as quais foram negligenciadas pelo relatório”.

A conclusão do professor Rodolfo é de que “as informações apresentadas no relatório MCJ carecem de justificativas que atestem seu rigor científico e, consequentemente, possam ser consideradas para análise técnica dos impactos socioeconômicos gerados pelo MCJ”.

A professora Elza Andrade considera o estudo relevante, mas aponta falta de critérios na escolha dos entrevistados:

“A apresentação da metodologia deixa dúvidas quanto a determinação da amostra e critérios estatísticos utilizados, no entanto pelas características da pesquisa subtende-se que a amostra seja não probabilística, uma vez que não há uma lista a priori dos indivíduos que compõe o universo. Sendo assim, as pessoas entrevistadas são abordadas aleatoriamente nos eventos estando em parte dependendo do julgamento do entrevistador e da acessibilidade do entrevistado.

Ademais não há uma apresentação precisa de quando foi aplicado e como foi a distribuição por dia dos questionários em cada polo, e nem como foi a divisão entre “pista” e camarote, uma vez que isso pode gerar um viés nos resultados, na medida em que o pesquisador pode optar por dias de maior público, dias em que as atrações sejam mais aguardadas, ou cujo perfil do público seja diferenciado”.

A professora Elza também aponta falta de rigor estatístico:

“O estudo se propõe a calcular o valor total movimentado no polo e no evento, para isso é efetuado um cálculo em que o público estimado é multiplicado pelo gasto médio por pessoa.  Ocorre que o gasto médio por pessoa foi calculado para uma amostra não probabilística.  Neste ponto fica evidente a falta de rigor estatístico do estudo, a partir do momento em o autor tenta inferir o resultado da amostra para a população. O problema neste caso refere-se ao fato de que os resultados deste tipo de pesquisa são aplicados apenas a amostra pesquisada, não permitindo inferências, ou seja, não é possível generalizar os resultados para a população, pois amostras não probabilísticas não garantem a representatividade da população”.

Ela disse sentir falta de um balanço sobre o que foi arrecadado em impostos como retorno do investimento do município. “Também nos resultados é exposto um cálculo de índice de rentabilidade do polo e índice de rentabilidade do evento, e estes seriam utilizados para a estimação do retorno sobre o investimento (ROI). Ressalta-se que estes índices são bem aplicados para análises de investimentos em empresas. No estudo em específico, há uma distorção quanto ao que foi considerado lucro operacional, uma vez que deduz o valor estimado movimentado no polo (pelo público) dos custos e despesas do polo (efetuados pela prefeitura. No entanto, deste VEMP a prefeitura terá sua participação em forma de arrecadação de tributos, sendo que foi valor informado corresponde ao consumo médio das pessoas entrevistadas durante os eventos e não ao que será arrecadado pelo município.  Este equívoco acaba por comprometer todo o resultado do estudo”.

Abaixo a entrevista concedida pelo professor Josivan Alves ao Meio-Dia Mossoró em que ele explicou a metodologia aplicada no estudo.

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Prefeitura ainda não tem data para divulgar “estudo dos R$ 90 milhões”

Prefeitura ainda não divulgou relatório final de estudo (Foto: autor não identificado)

Dois dias após o fim do Mossoró Cidade Junina a Prefeitura de Mossoró anunciou por meio de sua assessoria de comunicação que o evento movimentou R$ 90 milhões na economia local.

Os números apontados como fruto de um balanço preliminar da UnP causaram estranheza a alguns especialistas da área econômica.

Em contato com a Assessoria de Comunicação da PMM, o Blog do Barreto foi informado que a Secretaria Municipal de Planejamento já recebeu o estudo concluído e que falta apenas marcar a data da divulgação.

Confira a notícia da Secom/PMM publicada pelo Blog AQUI.

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Prefeitura faz propaganda com estudo que não está concluído

A Prefeitura de Mossoró enviou relises (material produzido por assessorias de imprensa) informa que o Mossoró Cidade Junina movimentou R$ 90 milhões este ano.

Os dados foram divulgados menos de 48 horas após o evento e se baseia em um estudo da Universidade Potiguar (UnP) que ainda não está pronto.

O Blog do Barreto solicitou o estudo à Assessoria de Comunicação e foi informado que ele será disponibilizado quando a UnP concluir.

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UnP faz demissão em massa de professores

Um grupo de alunos da Universidade Potiguar (UnP) entrou em contato com o Blog do Barreto para relatar que a instituição fez uma demissão em massa de professores.

Estão perdendo os empregos professores com mestrado e doutorado com atuação relevante na pesquisa e extensão. Eles serão substituídos por profissionais menos qualificados e isso gerou revolta dos alunos.

Os discentes da turma de direito 2019.2 enviaram ao Blog uma nota de repúdio à decisão da universidade:

NOTA PÚBLICA DA TURMA 2019.2 (MA) DE DIREITO – UNP – CAMPUS MOSSORÓ

 

É com profundo pesar que a turma de concluintes do curso de Direito da Universidade Potiguar – Campus Mossoró vem a público repudiar a última leva de demissão dos professores do curso e vamos além: enquanto estudantes que estão concluindo o curso, NÃO o recomendamos a absolutamente ninguém daqui em diante! Isso porque com essas demissões a Universidade escancara de vez o seu total descaso com os próprios alunos, com a comunidade acadêmica, com o seu corpo docente e com a produção científica universitária.

O fato de demitirem justamente os professores que impulsionam a pesquisa científica de forma séria no campus diz muito sobre o que esse curso pretende ser no futuro. É um ato político e totalmente passível de indignação por parte da atual gestão da coordenação do curso de Direito eleger para a demissão professores que incentivavam os alunos a pesquisar, desafiando-os, tirando-os das suas zonas de conforto. Qual o medo da coordenação de curso, da Universidade Potiguar e da Rede Laureate em permitir que os seus alunos pensem criticamente?

A Universidade pode justificar (o injustificável) a partir das avaliações feitas pelos estudantes. No entanto, pelo o que se observa dos posicionamentos dos alunos no que concerne às avaliações na Comissão Própria de Avaliação (CPA), é evidente que outros professores que subentende-se que também possuem notas baixas continuam admitidos, deixando claro que existe, de fato, alguns professores que a Universidade e a Coordenação de curso escolheram manter. Ninguém sabe o motivo.

Não adianta tentarem mascarar a situação enquanto uma condição democrática quanto os resultados da CPA não são divulgados aos estudantes! Não temos ideia quais são os professores que possuem baixo desempenho na CPA, quais deles também deveriam ser demitidos – se o critério for esse baixo desempenho mesmo.

O fato é que o curso de Direito da UnP no Campus Mossoró nunca mais será o mesmo depois do dia de hoje. As perdas que tivemos hoje são inestimáveis e concluímos que elas desestabilizam a própria Universidade em si. Aliás, do que adianta ter na nossa Constituição Federal, em seu artigo 207, que as universidades obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão quando demitem arbitrariamente os poucos professores que incentivam a produção científica, que possuem a titulação de Mestres e Doutores ou estão no processo de doutoramento?

As demissões desses professores desestabilizam a própria confiança que os alunos possuem para com a coordenação de curso e a Universidade, tendo em vista que resta claro que a visão que a UnP tem de nós é de meros clientes. Clientes que não merecem ser ouvidos, consultados. Que não merecem saber de forma clara e evidente os motivos pelos quais os professores estão sendo demitidos. Que não merecem tomar conhecimento dos desempenhos dos professores na CPA, uma vez que, talvez, esse é o critério para a demissão.

Ao permitir que as demissões se deem a partir do desempenho dos professores na CPA, a coordenação e a Universidade não respeitam a autonomia do professor, que é um dos princípios básicos para a profissão, tendo em vista que, para não ser mal avaliados, os professores não poderão desafiar seus alunos, não poderão ser rígidos, exigir deles, reprová-los. O ambiente que se cria é de conforto. De falta de senso crítico por parte dos alunos. Os alunos são acomodados a uma situação em que professores não os desafiam, não exigem muita coisa deles. Que tipo de profissional o curso de Direito da UnP – Campus Mossoró está querendo colocar no mercado?

É por tudo isso que não recomendamos o curso de Direito da UnP para ninguém. Um curso que, a partir de hoje, poderá se tornar descredibilizado no mercado, que demite os melhores professores da instituição e que não se importa com o seu corpo discente e docente.

Esperamos uma posição TRANSPARENTE e PÚBLICA da coordenadora de curso sobre tudo isso. Que ela se manifeste, não se esconda, justifique os motivos pelos quais justamente os professores demitidos foram demitidos.

 

Até lá, não nos calaremos.

 

Atenciosamente,

 

Turma 2019.2 (MA) do Curso de Direito da UnP – Campus Mossoró

 

 

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Blog debate fake news em simpósio

O Blog do Barreto estará representado pelo editor desta página no I Simpósio de Direito Penal e Constitucional da Universidade Potiguar (UnP) que será realizado hoje a noite.

Estaremos debatendo com o professor e advogado Phabyo Hunter o tema “Direito Constitucional: as fake news o “choque na política”.

A discussão será a partir das 19h no Campus da UnP.

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