Enquete da semana: você é a favor que todo cidadão possa andar armado para se proteger dos bandidos?

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O debate é polêmico. As opiniões muitas vezes caem nas armadilhas. Por isso, o Blog do Barreto pergunta na enquete da semana se você é a favor que todo cidadão possa andar armado para se proteger dos bandidos?

Foram apresentadas quatro alternativas com variações de sim e não com os argumentos mais frequentes vistos pelo editor desta na página nas redes sociais.

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São três mortes a cada quatro dias em Mossoró. Aonde vamos parar?

Capa histórica de O Mossoroense registra uma cidade chocada com a violência
Capa histórica de O Mossoroense registra uma cidade chocada com a violência

São 102 mortes em 135 dias em Mossoró. Isso faz da nossa cidade uma das mais violentas do país com uma média de três mortes a cada quatro dias. É um dado assustador.

Lembro que em 7 de junho de 2011 o Jornal O Mossoroense publicou a chocante capa com as cruzes das 100 primeiras vítimas daquele ano. Depois disso, se tornou natural a centésima vítima de homicídio no mês de maio. Em 2016 o centésimo homicídio foi em 16 de maio, ano passado foi no dia 17, esse ano no dia 14. Daqui a pouco teremos 100 “mortes matadas” em abril ou em março e vamos achar a coisa mais natural do mundo. O negócio banalizou a ponto de ninguém se importar muito a não ser quando envolve alguém próximo.

A centésima morte foi a do jovem engenheiro Everton Pinto Tomaz, de 28 anos, talvez seja a mais emblemática desta lista pela comoção que está gerando pelas circunstâncias que aconteceu. Esse crime mostra o quanto a morte está na nossa porta.  Todos os dias saímos de casa sem saber se voltamos vivos.

O poder público tenta passar uma imagem de que tudo vai bem. O governador Robinson Faria (PSD) acha que não tem nada com isso. A prefeita Rosalba Ciarlini (PP) até hoje não apresentou alternativas as BICs fechadas.

No campo do debate político não saímos do lugar num debate em que a direita simplifica as soluções argumentando que basta armar todo mundo. A esquerda apresenta soluções que não convencem o povo, teorias e mais teorias. Entremos num oito onde os bandidos de fora fazem a festa atirando e roubando sem serem incomodados como deveriam.

Mossoró tem iluminação pública deficiente, educação excludente, falta de investimentos sociais, desemprego, habitações precárias, falta de estrutura para investigações policiais, efetivo reduzido da Polícia Militar, etc…

A lista do que contribui para a violência é interminável.

O povo não tem iniciativa para cobrar, o máximo que vemos é algum chilique nas redes sociais e os políticos fingem que não tem nada com isso. A imprensa fica presa ao declaratório sem provocar reflexão nem instigar o debate, salvo raras exceções.

A nossa sociedade tem um pacto de comodismo com o “mundo cão”.

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Apoiar violência contra movimentos sociais é fazer o jogo de quem lucra com a desigualdade

Charge: Carlos Latuff
Charge: Carlos Latuff

A comuna urbana do MST em Mossoró foi atingida a tiros pela terceira vez em dez dias. Famílias pobres estão desesperadas não só por não ter onde morar e produzir o sustento como também pelas próprias vidas.

Segundo a advogada Thariny Teixeira Lira, da Rede Nacional dos Advogados e Advogadas Populares, revelou hoje no programa Meio-Dia Mossoró (95 FM) pelo menos três crianças se encontram em estado de choque por conta da violência.

O que me deixa assustado é saber que existem pessoas comemorando esse tipo de violência política por puro ódio a um movimento social. É inaceitável que assistamos isso em silêncio. Não gostar do MST lhe dá o direito de combate-lo em várias frentes, mas nunca no campo da violência.

Segundo a Oxfam Brasil, com base no censo agropecuário, vivemos no país com a maior concentração de terras do mundo. Acredite: 0,91% das propriedades têm 45% da área rural do país. Lutar por uma distribuição de terras improdutivas para quem não tem onde plantar e colher não pode ser tratada como uma causa injusta.

Segundo o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o Brasil possui 6 milhões de pessoas que não tem onde morar e 7 milhões de imóveis desocupado.

Tudo isso é reflexo de uma desigualdade brutal materializada na existência de 6 pessoas que tem fortunas que somadas atingem a renda equivalente a de 100 milhões de brasileiros.

Em vez de estarmos discutindo soluções para esses três problemas a discussão predominante no país gira em torno de criminalizar os movimentos que justamente lutam contra essas situações brutais. O pior: pessoas que se beneficiariam dessas conquistas aplaudem a violência contra as entidades representativas.

Se existem bandidos nos movimentos que se apure e se puna, mas a discussão maior deve ser em torno dos problemas que terminam gerando um outro que atinge o pobre e o rico: a violência produzida por essa desigualdade.

Não refletir sobre isso é fazer o jogo de quem ganha com a desigualdade.

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“Menos uma defendendo bandido”

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Por Talvacy Chaves*

Há mais de dois mil anos, o paganismo do império romano e o paganismo infiltrado numa parcela do judaísmo aplaudiram, riram e torceram para que Jesus – o impuro, o defensor dos direitos das minorias (viúvas, prostitutas, leprosos, imigrantes), o que pregava e vivia a misericórdia e a compaixão pela miséria humana – fosse crucificado e morto, sem nunca ter cometido crime algum.

Nada mudou de lá pra cá. Hoje, o paganismo infiltrado numa boa parcela do cristianismo debocha, ri e festeja a morte de #Marielle – uma “maldita geni”, negra, defensora dos direitos humanos, sobretudo, do direito das minorias marginalizadas. “Menos uma defendendo bandido”, como li há pouco na timeline de um dos meus seguidores aqui no face.

Parece irônico, pra não dizer perverso, perceber que a grande maioria dos que estão comemorando a morte de Marielle pertence a algum segmento religioso e vive no Brasil, pátria de Marielle.

Enquanto o mundo todo aqui fora revela manifestações de repúdio e tristeza, uma legião de cristãos pagãos no Brasil festeja a morte de mais uma pessoa negra, entre dezenas de outras que morrem diariamente.

E um detalhe prababilístico. Talvez, aqui, fora do Brasil, a maioria do povo que chora e repudia o assassino de Marielle não seja cristã e não professe crença em nenhum deus. Provavelmente sejam ateus, agnósticos com um profundo sentimento de humanidade e compaixão pela dor do outro, mil vezes mais humanos do que muitos cristãos por aí.

Quando vejo essa guerra do racismo, do preconceito e da indiferença pela dor do próximo entre cristãos, fico cada vez mais convicto que o grande desafio do cristianismo em nossos dias é humanizar/cristianizar os cristãos. Mais do que doutriná-los, dogmatizá-los, é buscar colocar um pouquinho da humanidade de Jesus em nossos corações.

*Talvacy Chaves é padre e atualmente cursa doutorado em cultura digital na Universidade Pontificia Salesiana em Roma.

Texto extraído do Facebook do autor.

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O caso Mariele e os “cidadãos de bem” à brasileira

Meme fascista expõe segunda morte de Mariele Franco via linchamento moral
Meme fascista expõe segunda morte de Mariele Franco via linchamento moral

Mariele Franco era uma vereadora do Rio de Janeiro, a quinta mais votada no último pleito na capital fluminense. Negra, mãe aos 17 anos, feminista, homossexual, militante dos direitos humanos e filiada ao PSOL. Simbolizava tudo que rejeita a crescente onda fascistóide, que corrói nossa sociedade.

A morte dela precisa ser investigada e esclarecida. Por mais que existam algumas suspeitas óbvias qualquer julgamento de valor nesse momento é precipitado.

Mas nada, absolutamente, nada justifica uma segunda morte de Mariele Franco. Antes mesmo de seu corpo ser sepultado imbecis sob o manto da moral e dos bons costumes estão fazendo um verdadeiro linchamento que massacra a imagem da jovem vereadora.

Nas redes sociais vi o absurdo de gente compartilhando memes e postagens que “celebram” a morte de Mariele numa morbidez que não combina com quem diz professar a fé cristã e/ou se coloca como um “cidadão de bem”. É uma constrangedora falta de empatia com o sofrimento de uma família.

A morte de nenhum ser humano pode ser comemorada. Mas o caso de Mariele carrega consigo uma carga simbólica que resume muito bem setores mais idiotizados de nossa sociedade que se deixam iludir por “salvadores da pátria” e embarcam nos chiliques estridentes de apresentadores de programas policiais.

Não é hora para misturar ideologia, politicagem de quinta categoria e sentimentos rancorosos. É um momento para se pensar o tipo de sociedade que temos e o quanto a liberdade que temos não pode servir de pretexto para expressar sentimentos odientos.

A morte de Mariele não é como a de tantos negros, mulheres, homossexuais e militantes de causas justas. A tragédia mistura num caixão toda a carga de preconceito que cada dia tem saído mais e mais dos porões do inconsciente de setores autoritários e violentos de nossa sociedade nada cordial como apregoou Sérgio Buarque de Holanda. Não somos cordiais. Somos violentos e celebramos a desgraça alheia com a indiferença de que é incapaz de se colocar no lugar do outro.

Essa tragédia provoca comoção de quem possui empatia com o próximo porque a jovem reunia em si toda a carga dos oprimidos desse país, mas também expões a hipocrisia nossa de cada dia do racismo velado, machismo “cavalheiro”, homofobia de pé de ouvido e do preconceito de quem diz não ter preconceito, “mas…”.

Poucos dias antes de ser vítima de uma emboscada ela tinha denunciado abusos da Polícia Militar. Dizer que ela estava defendendo bandidos é um reducionismo pobre e desonesto. É colocar no mesmo caldeirão bandidos e pessoas pobres/honestas que são maioria nas comunidades carentes.

Do mesmo jeito que ninguém pode dizer que foram membros da Polícia Militar que mataram Mariele Franco não se pode espalhar memes fascistas tornando a vítima culpada pela própria morte trágica.

Precisamos refletir sobre que “cidadãos de bem” são esses. São de “Bem” por serem honrados ou a moral deles é mera hipocrisia?

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Governo se cala e não reage após noite violenta em Mossoró

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Mossoró teve uma noite de terror ontem. O saldo foi de dois mortos, 8 feridos e 28 assaltos. Até mesmo um delegado, Rafael Câmara, foi vítima dos meliantes tendo sua arma roubada.

O caso era para uma manifestação pública do Governo do Estado seguido de um reforço policial durante todo o dia de hoje. Mas o que tivemos? Silêncio. É como se a vida por essas bandas.

Em qualquer lugar do mundo após uma noite como a de ontem a resposta seria imediata. Se o Governo não se manifesta, a população se conforma. Não há qualquer movimento na cidade no sentido de cobrar uma ação do Estado.

A bandidagem sente-se liberada para praticar os crimes que desejar na noite desta sexta-feira

 

 

 

 

 

 

 

 

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Vídeo mostra momento em que o carro de deputado é roubado

O carro do deputado federal Rafael Motta (PSB) foi tomado de assalto hoje em Natal por volta das 13h na Rua São José próximo ao Viveiro Marina no bairro de Lagoa Nova.

O veículo foi rapidamente recuperado, mas os pertences de João Filho, que trabalha com o parlamentar, foram levados.

Nota do Blog: a violência está cada vez mais democrática e se aproximando dos políticos.

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Vereador pode ser cassado após ameaçar ir ao plenário para atirar na oposição

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Blog do Barbosa

O vereador Sandro Pimentel (PSOL) protocolou pedido de abertura de processo na Comissão de Ética da Câmara Municipal de Natal contra o vereador Luiz Almir (PR). O pedido por quebra de decoro se embasa em  uma fala feita por Almir em seu programa de rádio, onde o vereador faz apologia à violência e prega discurso de ódio contra vereadores da oposição.

Durante o programa, Luiz Almir debochou do trabalho da oposição na Câmara e disse a seguinte frase: “Daqui a pouco você tem que colocar um revolver e fazer igual ao Ministério Público, só que no Ministério Público o cara errou, e se você pegar um cara que atira bem? Danar bala em uns caras sem vergonha como aqueles”.

O vereador fazia referência ao atentado sofrido pelos promotores do Ministério Público do Rio Grande do Norte, no ultimo dia 24/03.O Regimento Interno da Câmara, em seu artigo 101, diz que “atenta contra o decoro parlamentar o vereador que […] usar, de forma grave, em discussões ou proposições, de expressões que configurem crime contra a honra ou incitamento à prática de crimes.”

Em plenário, durante sessão desta quarta,29, o vereador Sandro Pimentel respondeu ao radialista.” Além do pedido na Comissão de ética, iremos fazer um boletim de ocorrência, não vou aceitar que um colega incite a violência e ameace outros vereadores. Isso não é coisa de parlamentar, isso não é coisa de quem se diz representante do povo”, afirmou o vereador do PSOL.

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Rosalba cumpre agenda em Brasília nesta terça-feira

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A prefeita Rosalba Ciarlini será recebida em audiência pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio. O encontro acontece nesta terça-feira (28). A prefeita cumprirá agenda administrativa na capital federal ao lado do deputado federal Beto Rosado e do secretário de Segurança, Eliéser Girão.
Na visita será solicitada a liberação de recursos para investimentos em segurança, a partir do Plano Nacional de Segurança, recém- lançado pelo Ministério. A prefeita vai apresentar ainda solicitação de um projeto para Mossoró que prevê a instalação de um Centro de Vídeomonitoramento de Veículos, para auxiliar órgãos de segurança como a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e a Guarda Municipal.
Saúde 
A prefeita também agendou audiência com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, para discutir projetos e parcerias para a área de saúde. Em recente visita a Mossoró, o ministro anunciou o processo de credenciamento da UPA do Alto de São Manoel. O encontro também contará com a participação do secretário de Saúde, Benjamin Bento.
Nota do Blog: a prefeita bem que deveria chamar o governador Robinson Faria (PSD) para participar do encontro com o ministro da Justiça. Afinal de contas ela disse, com razão, que a segurança é um dever do Estado ao justificar o fechamento das BICs, medida que entendo como acertada, diga-se.
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Em carta servidor que atirou em promotores justifica ação como ato contra a corrupção

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O servidor do Ministério Público Guilherme Wanderley Lopes da Silva por meio de carta entregue minutos antes de atirar contra o Procurador-Geral de Justiça Adjunto Jovino Pereira Sobrinho, e o Coordenador Jurídico Wendell Beetoven Agra.

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Sem apresentar qualquer prova ele acusa os dois mais o procurador-geral de justiça Rinaldo Reis (que só não foi alvo de disparos por não se encontrar no local) de serem corruptos e chega a escrever um documento fictício chamado de “pedido de exoneração sui generis” em que Rinaldo e Jovino pediam demissão alegando serem corruptos e pedindo desculpas ao próprio Guilherme.

A carta é longa e confusa. O próprio Ministério Público fez questão de divulgar, mas as fotos das páginas estão fora de ordem e incompletas por isso o Blog do Barreto preferiu apenas divulgar esses dois trechos.

Para saber mais clique AQUI

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