Título de cidadão potiguar a ministro da justiça expõe mediocridade da nossa classe política

Título de cidadania

Sabe aquela pessoa que sempre enche a boca para dizer que tem “nojo de política”? Ontem ela ganhou mais um motivo para reforçar a sensação nauseante que nossos representantes nos provocam.

Ontem a Assembleia Legislativa concedeu título de cidadão potiguar ao ministro da justiça Alexandre de Morais. Mas ele fez o que mesmo pelo Rio Grande do Norte? Nada. Bastou vir ao Estado anunciar o plano nacional de segurança para nossos medíocres representante bajularem o sujeito que está cotado para ser ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A justificativa do autor da bajulação, Gustavo Fernandes (PMDB), é que o título foi aprovado em 2013 quando ele não era ministro e advogava para ninguém mais ninguém menos que Eduardo Cunha. E daí? Mais feio ainda. Aprovou uma homenagem a alguém que até então sequer tinha vindo ao sofrido elefante.

A classe política do Rio Grande do Norte mata o Estado não só de vergonha, mas também por inanição intelectual. Esse segundo aspecto inibe o instituto de autodefesa moral conhecido popularmente como senso do ridículo.

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