Todo mundo de olho no Senado. Governar o RN não seduz classe política

Tribuna do Senado seduz mais que governar o RN (Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)

Fora o desempenho de Carlos Eduardo Alves (PDT) na pesquisa Consult/Blog do BG com 28% em Natal, as pesquisas realizadas pelo interior do Estado mostram um deserto de intenções de voto para o Senado.

As pesquisas TS2 Soluções realizadas em Mossoró e Apodi (parceria com a TCM) e Pau dos Ferros (parceria com o Blog do Barreto) não trouxeram nomes despontando para o Senado. Ninguém chegou a dois dígitos de intenção de voto.

Esse quadro tem muita gente a sonhar com a vaga que hoje está nas mãos de Jean Paul Prates (PT). O senador assumiu o cargo por ser suplente da hoje governadora Fátima Bezerra (PT) após ela vencer as eleições de 2018.

Alguns nomes de fora da política partidária como os empresários Haroldo Azevedo e Luiz Roberto Barcellos sonham em viabilizar as candidaturas. O ex-deputado federal Ney Lopes deixou claro, em artigo que o Blog do Barreto, publica amanhã que se um partido lhe der a legenda tentará o Senado.

Os ex-senadores Garibaldi Alves Filho (MDB) e José Agripino Maia (DEM), estão em baixa, mas seguem sendo lembrados.

Até políticos com baixa densidade eleitoral como os ministros Fábio Faria (PSD) e Rogério Marinho (sem partido) são especulados.

Todo mundo acha que dá para pegar o Senado. Já em relação ao Governo do Estado faltam nomes a ponto de alguns acharem que Fátima Bezerra não tem adversários, numa análise equivocada. O adversário natural dela é o senador Styvenson Valentim (PODE) que já admitiu que pode ser sim candidato ao Governo. Outro nome age como candidato, mas diz que não é: o prefeito Álvaro Dias (PSDB) tem sua força restrita a capital do Estado, mas tem o risco de repetir o fracasso de Carlos Eduardo em 2018 sendo bem votado na capital e derrotado fragorosamente no interior.

A falta de nomes abre margem para nomes do segundo escalão da política potiguar se lançarem candidatos como o ex-vice-governador Fábio Dantas (SD) e o deputado estadual Tomba Farias (PSDB).

A verdade é que a cadeira de governador do Rio Grande do Norte não é nada confortável. É uma máquina de moer reputações políticas tanto que os dois antecessores de Fátima Bezerra não conseguiram se reeleger, aliás amargaram impopularidades históricas.

O Senado nunca foi tanto o céu para os políticos potiguares assim como governar o Estado está entre o purgatório político e o inferno.

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