Autor do Chuva de Bala pode proibir que Prefeitura encene espetáculo em 2016

O Mossoroense

Um dos mais respeitados pesquisadores do Rio Grande do Norte, o escritor Tarcísio Gurgel, autor do texto do espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró, informou em contato exclusivo com o jornal O Mossoroense que poderá não autorizar o uso do seu texto, nem mesmo a utilização do título de sua obra, para encenação no próximo ano.

Decepcionado, Tarcísio relatou que na edição do espetáculo deste ano, foi “totalmente esquecido” pelos organizadores do “Chuva de Bala…”, inclusive no que diz respeito ao pagamento dos direitos autorais sobre o texto: “Nas edições anteriores, me pagavam um valor simbólico, uma ‘merreca’, mas pagavam, este ano não houve nenhum contato neste sentido, nem mesmo para justificar se estavam ou não com problemas financeiros, o que eu entenderia”.
O descontentamento veio à tona por meio de uma carta da diretora do espetáculo, Diana Fontes, depois de ter seu nome envolvido em áudios onde o empresário Carlos Ferdebez questionava o mau uso dos recursos pela Secretaria Municipal de Cultura, dizendo que havia “desmontado uma quadrilha” e que Diana tinha sua contribuição para o aumento dos custos da apresentação, tendo inclusive exigido ser hospedada em um lost, o que é desmentido pela diretora.
Sobre Tarcísio, diz: “Pena, que Tarcísio Gurgel, querido entre nós, autor consagrado, não permita mais, por falta de respeito, a utilização da sua obra”. E cita outros artistas também descontentes não só com a falta de pagamento, mas a forma como foram e estão sendo tratados pela Secretaria de Cultura.
“É verdade. Minha intenção neste momento é de não mais permitir que meu texto, nem o título de minha obra sejam encenados no próximo ano. Eu fui solenemente esquecido. É como se eu não fosse o autor da peça”, informou Tarcísio, que disse ainda, que um único contato aconteceu e que foi informado que depois seria convidado para uma reunião, o que nunca veio a se concretizar.
O pesquisador falou ainda que não é só uma questão de dinheiro, mas o fato de não ter sido contatado em nenhum momento sequer durante o período de apresentação do espetáculo: “Isto é irrelevante, mas não tenho mais idade para falta de respeito”, finalizou.

Secretaria de Cultura e empresário não chegam a consenso sobre pagamento

Segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Educação, o pagamento dos direitos autorais de Tarcísio Gurgel estava previsto na licitação vencida pela empresa de Carlos Ferdebez, portanto, a empresa executora é a responsável pelo pagamento.
Sobre o assunto, o empresário Carlos Ferdebez declarou em mensagem encaminhada ao jornal O Mossoroense: “Eu não sei como ficou essa situação, eu não contratei o Chuva de Bala, só repassei o valor referente a toda a planilha de pagamentos, só que nunca prestaram contas do que realmente foi pago, e, o pior, foi repassado 9 planilhas. ficaram e fizeram do jeito que quiseram… nunca prestaram contas, mas vão prestar pode ter certeza, tão pensando que eu sou menino… SOU UM DIVISOR DE ÁGUAS…” (Sic).

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