Única maternidade de Mossoró pode ficar sem funcionar

A Clínica Médica de Mossoró (CAM) envia nota informando que os anestesiologistas vão cruzar os braços a partir de sexta-feira por não suportarem os constantes atrasos na folha de pagamento. Abaixo a nota:

Bruno

                A Clinica de Anestesiologia de Mossoró, comunica que diante de cruéis, irresponsáveis e propositais atrasos no pagamento das suas remunerações, oriundas da Prefeitura Municipal de Mossoró ( caloteira contumaz ) deliberaram pela paralisação de suas atividades anestésicas na Maternidade Dr. Almir de Almeida Castro ou Maternidade sob Intervenção Federal , a partir desta sexta feira ( 16/12/2016 ), em função de:

                1 – Ausência de remuneração por período extremamente prolongado ( calote de anestesias realizadas desde junho de 2015 – ausência de pagamento dos plantões de dezembro de 2015 na Maternidade Sob Intervenção Federal – ausência de pagamento dos plantões de setembro, outubro, novembro de 2016  realizados na Maternidade Sob Intervenção Federal )

                2 –  Descumprimento de um Termo de Ajuste de Conduto de 12 de novembro de 2015;

               3 – Inexistência de qualquer cronograma ou perspectiva  de pagamentos. Se a Prefeitura não efetuou o pagamento dos plantões de dezembro de 2015 evidentemente que não haverá pagamento dos plantões de dezembro de 2016, diante de uma fracassada administração.

                Os anestesiologistas são profissionais responsáveis e tecnicamente preparados, que realizam  um trabalho de extremo risco e não merecem este desrespeito e descaso. Como todos  os outros cidadãos, os anestesiologistas precisam e merecem uma remuneração justa e possível para o sustentos de suas famílias.

                A Maternidade Sob Intervenção Federal, se intitula autofinanciável e  recebe grandes investimentos através da PMM, de forma que em pouco tempo tornou-se a melhor maternidade do Norte e Nordeste.

             Esta irresponsabilidade por parte da PMM configura crime e violência contra o trabalhador anestesiologista. Até mesmo incompetência tem um limite.

            Os gestores da saúde devem ser responsabilizados pessoalmente com multa e prisão.

                Ronaldo Fixina Barreto

                Diretor Técnico da CAM

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