Fábio Dantas e Styvenson Valentim também serão questionados na eleição (Fotomontagem: Blog do Barreto)

A era Robinson será a pedra no sapato de Fábio Dantas e as comparações com Bolsonaro uma perturbação para Styvenson nas eleições

A campanha só começa no dia 16 e é partir do início das atividades de rua e logo em seguida do horário eleitoral gratuito que teremos uma mudança no quadro eleitoral do Rio Grande do Norte que está estabilizado há mais de um ano com a governadora Fátima Bezerra (PT) mantendo uma vantagem na faixa dos 20 pontos percentuais sobre os seus principais concorrentes.

Como a avaliação do governo Fátima é dividida na opinião pública com empate técnico na média das pesquisas entre aprovação e desaprovação é uma certeza que os candidatos de oposição devem crescer ao longo do processo eleitoral que se avizinha.

Mas existem fatores que atrapalham os principais adversários. O senador Styvenson Valentim (Podemos) pelo estilo arrasa quarteirão, antipolítica e por falar vez por outra alguns absurdos (anda mais comedido neste aspecto, é verdade) terá inevitavelmente a sua imagem comparada a do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Cabe frisar, que este operário da informação enxerga diferenças entre Styvenson e o mandatário nacional sobretudo em questões sociais. Mas numa coisa os dois se igualam: o discurso “bandido bom é bandido morto” e o apelo militarista.

Há margem para os adversários associarem Styvenson ao presidente de quem nunca foi aliado e costuma fazer críticas públicas, diga-se de passagem sempre mais leves do que as dirigidas ao ex-presidente Lula (PT).

Mas é preciso lembrar que o debate eleitoral não segue a lógica racional que esta análise política adota.

Fábio Dantas disputa com Styvenson o voto conservador e o bolsonarismo. O ex-vice-governador está numa encruzilhada em refutar a pecha de bolsonarista e querer os votos dos seguidores do presidente.

Mais tarimbado na dinâmica política do que o senador, ele sabe que no Rio Grande do Norte abraçar o bolsonarismo é uma âncora que o puxa para baixo porque o presidente tem em média 60% de desaprovação no Estado.

Mas em queda nas pesquisas, Fábio vai encarar o desgaste (chega a ser contraditório até) para se manter competitivo. Até atacar as urnas eletrônicas ele já atacou.

Por outro, lado tem um carimbo que ele vai levar na testa na campanha: o de vice de Robinson Faria (PL), um dos governadores mais mal avaliados da história do Rio Grande do Norte cuja marca é a das quatro folhas atrasadas.

Fábio tem mentido dizendo que rompeu com Robinson antes de Fátima e do PT. A verdade é que a então senadora deixou o governo em outubro de 2015 e o PT em abril de 2016, antes das folhas começarem a atrasar. Fábio só rompeu em março de 2018 para tentar se viabilizar ao Governo.

Era um vice prestigiado, que assumiu o exercício do Governo do RN em diversas oportunidades, inclusive assinando projetos como o que previa a possibilidade de reduzir salários de servidores.

Ele conta com o apoio de Robinson.

A campanha não será fácil para Fátima nem para os seus principais adversários.

 

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