Allyson e Fátima estão em descompasso institucional (Fotomontagem: Blog do Barreto)

Arrastão em escola expõe ausência de diálogo institucional entre prefeito e governadora

Circula nas redes sociais um vídeo em que um cidadão aborda o prefeito Allyson Bezerra (SD) para relatar o arrastão ocorrido na quarta-feira numa escola da rede municipal de ensino localizada na comunidade rural de Passagens de Pedras.

A conversa escancara o fosso institucional que existe entre o prefeito de Mossoró e a governadora Fátima Bezerra (PT). Ao ouvir o relato, Allyson argumenta que a segurança é responsabilidade do Governo do Estado.

Concordo com o prefeito, mas pondero que cabe a Guarda Municipal cuidar da segurança patrimonial do Município. Neste caso a responsabilidade é dupla.

O prefeito explica que não tem condições de manter vigilância de todas as escolas, no que concordo. Por outro lado, ele dá uma informação no mínimo equivocada de que houve cortes de efetivos no 12º Batalhão da Polícia Militar. Na verdade, houve convocação de novos policiais na atual gestão.

O que me espantou no vídeo foi o prefeito aconselhar o cidadão a organizar um abaixo-assinado para pressionar o 12º BPM a aumentar a segurança na comunidade. O “te vira” expõe a ausência de diálogo institucional entre o prefeito e a governadora.

Vale ressaltar que a Polícia Militar conseguiu encontrar os assaltantes e recuperar os objetos roubados, mas fica o trauma em professores e crianças.

Em 4 de maio o Blog do Barreto (leia AQUI) noticiou que a governadora tentou por diversas vezes conversar com o prefeito para realizar uma audiência para discutir ações relacionadas ao Mossoró Cidade Junina.

Não é só isso.

O Governo do Estado teve peso importante no sucesso da segurança do Pingo da Mei Dia sem receber do prefeito o reconhecimento. Durante o evento ele e a governadora estiveram distantes.

Aqui volto a ser voz isolada no debate público local em fazer um apelo para que prefeito e governadora deixem as diferenças políticas para o período eleitoral e discutam os assuntos de interesse do povo.

Sentar para conversar com a governadora e vice e versa não é agir como aliado, mas comportar-se como estadista.

Em tempos normais o prefeito teria ligado diretamente para a governadora para discutir o assunto. Em tempos ainda mais normais teríamos convênios entre Prefeitura e Governo em diversas áreas, não só na segurança pública.

Isso já aconteceu sem necessariamente existir uma aliança política.

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