Jean e Rafale entram em crise pública estando do mesmo lado (Foto: Redes Sociais/Rafael Motta)

Chamar Rafael Motta para a briga é tudo que Rogério precisa

Uma coisa me parece clara: se a candidatura do deputado federal Rafael Motta (PSB) ao Senado é irreversível e ele mantém os apoios a governadora Fátima Bezerra (PT) e ao ex-presidente Lula não há o que discutir no campo progressista.

Resta respeitar uma postulação inegavelmente legítima.

O senador Jean Paul Prates (PT) que voltará a condição de suplente caso o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) seja vitorioso e 2 de outubro acabou dando uma declaração desnecessária dentro deste contexto ao afirmar ao Agora RN que a candidatura de Motta beneficia o ex-ministro Rogério Marinho (PL). “Dará margem para a vitória desse projeto fascista no nosso Estado”, argumentou.

A fala de Jean, a quem reputo um dos mais qualificados senadores que o RN já teve, não se sustenta nas pesquisas. Em Maio, Carlos manteve 23% tanto nos cenários com como nos sem Rafael Motta. Já Rogério caiu um ponto percentual com a entrada do pessebista.

Na média de junho, Carlos se manteve com 23% e quem subiu foi Rogério, no caso três pontos percentuais. Motta ficou estável em 10%.

O deputado não ajuda Rogério a crescer nem tira votos de Carlos ao menos por enquanto. O voto para o Senado é definido mais na frente e a tendência é que Carlos e o ex-ministro de Bolsonaro polarize e que o primeiro acabe esvaziando Motta via voto útil.

Gastar energia com Motta é perda de tempo. É um aliado importante do PT e sua postulação deve ser respeitada. O foco do campo progressista tem que ser Rogério Marinho que está indo para o vale-tudo eleitoral abusando da máquina federal via orçamento secreto, tratoraço, aparelhamento da Femurn e tudo que ele puder encontrar pela frente.

Não faltam assuntos para desconstruir o relator da reforma trabalhista e articulador da reforma da previdência, um sujeito envolvido em vários escândalos de corrupção.

Rafael Motta sabe disso e reagiu à fala de Jean em tom conciliador (ver AQUI) pedindo para que ele não ocupe meios de comunicação para ataca-lo e lembrou ser necessário união para enfrentar o fascismo. “Não há como vencer o fascismo com quem é cúmplice do fascismo”, disse relembrando o apoio de Carlos Eduardo a Bolsonaro no segundo turno em 2018.

Concordo com Rafael: a briga é com Rogério e o bolsonarismo.

O ex-ministro agradece essa nova crise porque sai do foco da propaganda negativa.

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