Comportamento de Styvenson expõe bagunça institucional no país causada por Bolsonaro

Styvenson posa de dono de usina e expõe bagunça institucional (Foto: reprodução)

“Minha usina de asfalto”, “estou construindo hospital” e “se eu mandar o recurso tem que prestar contas a mim”. Com essas frases recorrentes em seus vídeos nas redes sociais, o senador Styvenson Valentim (PSDB) faz um strip tease da bagunça institucional em que o Brasil se encontra.

O problema começou com a sucessão de governos fracos como os de Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro que por motivos diferentes foram cedendo poder ao Congresso Nacional até chegarmos ao ponto de deputados e senadores não darem a mínima para o presidente de plantão.

Mas o maior culpado é Jair Bolsonaro (PL), que após criar uma sucessão de crises institucionais na primeira metade do governo precisou ceder poder ao centrão de Arthur Lira (PP/AL) por meio do orçamento secreto. Era isso ou impeachment.

Hoje há uma luta é para reverter a situação, mas o que foi feito até agora não tem grandes efeitos e a farra das emendas sem critério segue com tudo.

Assim, Styvenson se acha dono do dinheiro público. Mandou recursos para construir uma usina de asfalto público sem qualquer critério no Seridó.

No vídeo abaixo, o blogueiro Gustavo Braga mostra o tamanho do elefante branco do neotucano. A história em si é uma aula sobre o desastre institucional que é deixar parlamentar enviar recursos sem planejamento.

O pior é que tal usina que Styvenson diz ser dele produziu apenas dois quilômetros de asfalto e está parada há 90 dias.

Outro ponto desta bagunça é a história dos hospitais. Styvenson em vez de construir com o Governo do Estado e Prefeituras uma parceria para reforçar o sistema público, envia emendas de custeio para entidades filantrópicas que fazem atendimentos privados. É dinheiro para garantir atendimentos gratuitos via Sistema Único de Saúde (SUS), mas o senador vende a versão de que é grana para construir novos hospitais.

Documentos provam que o senador mente.

Styvenson já se envolveu em várias confusões por tratar o dinheiro de emendas como se fosse um dinheiro dele em nome de uma suposta fiscalização da aplicação de recursos.

Mas no fim das contas ele só desnuda a bagunça que o país se meteu quando Bolsonaro precisou entregar o orçamento ao centrão para não sofrer impeachment.