Fátima tem na divisão sobre a avaliação do Governo um sinal amarelo (Foto: redes sociais/Fátima Bezerra)

Eleitor potiguar está esperando para ver se vale a pena mudar ou manter Fátima

O eleitor está dividido acerca da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. A governadora Fátima Bezerra (PT) lidera com folga de mais de 20 pontos percentuais sobre o segundo colocado, posto em que se revezam o senador Styvenson Valentim (Podemos) e o ex-vice-governador Fábio Dantas (SD).

Mas a eleição está longe de estar ganha pela governadora ainda que as pesquisas atuais emitam sinais de vitória no primeiro turno se nos limitarmos à análise modelo “corrida de cavalos”. É o apego a isso que está cegando a militância petista nas redes sociais.

Não há erro em dizer que Fátima não está em situação confortável. Explico a seguir,

Existem variáveis que vão aparecer no curso do processo eleitoral e estas passam pela avaliação de governo que tornam reeleições plebiscitárias. O eleitor vai decidir se vale mais quatro anos de Fátima ou se é hora de mudar.

Sistematicamente os potiguares vêm dizendo que estão divididos. A aprovação e desaprovação da governadora estão sempre no mesmo patamar.

Em maio a média foi 44% de aprovação e 42% de desaprovação, junho 45%x45% e julho aprovação de 42% e desaprovação de 43%.

A aprovação de Fátima é maior que a intenção de votos e a desaprovação dela não refletiu em alavancagem entre os nomes da oposição. Styvenson e Fábio oscilam na faixa dos 15% enquanto a petista fica sempre acima dos 36%.

Na média das pesquisas de julho a soma dos adversários de Fátima (isso inclui as candidaturas nanicas) foi de 30%, 13 pontos percentuais a menos que a média da desaprovação. Isso significa existe um grupo de eleitores que não vota na governadora nem na oposição e, coincidência, a média de indecisos é de exatamente 13%. Some-se a isso a existência 19% de eleitores que votam branco/nulo. A tendência é que Fátima cresça e alcance a intenção de voto ao mesmo patamar da aprovação assim como alguém da oposição tenda a pegar os insatisfeitos.

As dúvidas sobre as condições de Dantas e Styvenson para gerir o RN é um trunfo para Fátima atrair o voto de quem está insatisfeito, mas desconfiado das ofertas da oposição.

O eleitor está dando um tempo.

O governo de Fátima não empolga, mas está longe de ser um desastre como seus antecessores Rosalba Ciarlini e Robinson Faria, que a esta altura de 2014 e 2018 estavam completamente inviabilizados com intenções de votos abaixo dos dois dígitos.

O eleitor olha para os principais oponentes e prefere dar um tempo. Parte desconfia de Fábio Dantas por seu passado como influente vice na gestão de Robinson. Outra parte temo que antipolítica de Styvenson reproduza mais confusão do que soluções para os problemas do Estado.

Fátima tem trunfos como a recuperação fiscal do Estado, pagamento das folhas atrasadas e a redução dos índices de violência. Por outro lado, ela deve muito na saúde, educação e infraestrutura.

Talvez Lula desequilibre em favor da petista.

O eleitor vai ter nesta eleição a decisão de manter o quadro de recuperação abaixo das expectativas com Fátima, a volta ao passado com Dantas ou o risco de instabilidade com Styvenson.

O desenrolar da campanha é quem vai definir para onde o eleitor vai pender.

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