Fosso entre Fátima Bezerra e Robinson Faria começou em Mossoró

O fosso político entre PSD e PT não começou hoje com a entrega dos cargos indicados pela senadora Fátima Bezerra (PT) ao governador Robinson Faria (PSD). Partindo da lógica petista o problema entre o grupo dela e o líder pessedista começou por Mossoró.

Por ironia, foi justamente na cidade que alavancou a parceria entre PT e PSD ao ganhar a eleição suplementar em 2014 com a chapa Francisco José Junior/Luiz Carlos Martins. Com a aprovação do eleitor mossoroense num teste realizado em 4 de maio, Robinson Faria se juntou a Fátima Bezerra e venceram Governo e Senado respectivamente.

Mas aí 2015 começou. Teve uma greve da UERN cujo saldo político foi uma demissão de uma apadrinhada de Fátima Bezerra: a mossoroense Socorro Batista, que era secretária adjunta de educação. A senadora não indicou a substituta da professora que caiu por cobrar uma solução para a greve e desagradou a primeira dama Juliane Faria que pediu a cabeça da então auxiliar do Governo.

Some-se a isso o fato de o vice-prefeito Luiz Carlos ter se afastado do prefeito Francisco José Junior e ter passado a ter uma agenda própria. O distanciamento aumenta a cada dia. O pessedista até tentou aparar as arestas alugando um prédio para funcionar como Vice-prefeitura, mas o pessoal de Luiz Carlos segue se queixando.

Para quem não entende a dinâmica do PT explico: o partido tem vários mini-partidos internos que são conhecidos como tendências. Em nível de petismo Fátima Bezerra e o deputado estadual Fernando Mineiro são adversários. Pelo menos internamente. O grupo de Luiz Carlos é ligado ao de Fátima. Já a ala de Mineiro é justamente a que mantém um bom relacionamento com Francisco José Junior.

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