Grupo de Sandra perde autonomia política em Mossoró

Recomeço: Larissa tenta puxar o sandrismo pelo braço com candidatura a vereadora (Foto: cedida)

Um dos mais tradicionais e longevos grupos políticos do Rio Grande do Norte está a cada eleição mais enfraquecido e demonstrando que a autonomia política ficou no passado.

Nas eleições gerais o grupo da vereadora Sandra Rosado (PSDB) sempre chegava com candidaturas competitivas para Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Não só chegava como garantia mandatos. Foi assim por década.

A tradição foi rompida em 2014 quando Larissa e Sandra Rosado não conseguiram se reeleger. Depois disso, o sandrismo aderiu ao rosalbismo perdendo protagonismo no cenário político mossoroense.

Em 2016 e 2020 o grupo não teve forças para indicar o vice da hoje prefeita Rosalba Ciarlini (PP). Entre estas eleições tivemos 2018 quando Sandra foi pressionada a retirar a candidatura a deputado federal para apoiar Beto Rosado, sobrinho de Rosalba. A troca previa o apoio para Larissa Rosado que terminou derrotada na tentativa de seguir deputada estadual (ela tinha voltado ao parlamento graças a um arranjo político dois anos antes).

Hoje o grupo de Sandra não reuniu condições políticas para sair da sombra do rosalbismo e retomar o protagonismo do passado. Não tem autonomia para novos voos solo.

O seu principal ativo eleitoral, Larissa Rosado, tentará um recomeço como vereadora.

Enquanto o grupo de Sandra vai saindo de cena no debate público mossoroense novas lideranças vão surgindo. Primeiro foi Tião Couto que teve bom desempenho eleitoral na disputa pela Prefeitura de Mossoró em 2016. Agora temos os deputados estaduais Isolda Dantas (PT) e Allyson Bezerra (SD) juntamente com a ex-prefeita Cláudia Regina (DEM) que agora atua em faixa própria.

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