Decisão do TSE não gera fato novo no RN (Foto: Assecom/Câmara dos Deputados)

Mídia do RN faz abordagem equivocada sobre decisão do TSE

Em resposta a consulta do deputado federal Delegado Waldir (UB) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por 4 x 3 que seguem vedadas coligações cruzadas no Brasil.

O placar é surpreende porque essa possibilidade inexiste no artigo 6 da Lei nº 9.504 de 12 de Setembro de 1997 que aborda as regras para coligações partidárias.

Aqui no Rio Grande do Norte a manutenção da regra foi explorado em manchetes como um “fato novo” no sentido de que a governadora Fátima Bezerra (PT) estaria impedida de ter em seu palanque os pré-candidatos ao Senado Rafael Motta (PSB) e Carlos Eduardo Alves (PDT).

Está bem claro que a decisão foi tomada e a petista escolheu Carlos Eduardo, inclusive defendeu publicamente que Motta busque a reeleição para deputado federal por considerar o mandato dele importante para o Rio Grande do Norte.

Em síntese: não há escolha a fazer porque este assunto já está pacificado no PT.

Ainda que o TSE tivesse modificado a regra Fátima continuaria com fechada com Carlos.

Também não temos alteração no quadro em relação a Rafael Motta segue colando a imagem dele na do ex-presidente Lula (PT) e mantendo apoio incondicional a Fátima, numa estratégia acertada para manter o elo com o eleitor progressista.

Não entendi o auê nesta história.

Tudo segue na mesma. Rafael vai disputar o Senado pedindo votos para Fátima e Lula (pelo menos por enquanto); Carlos Eduardo vai pedir votos para Fátima e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT); Fátima pede votos para Lula e Carlos Eduardo.

História

A estratégia que Rafael Motta deve adotar já ocorreu no Rio Grande do Norte e é um case de sucesso. Em 2010 havia duas vagas para o Senado em jogo. O PMDB estava dividido. Henrique Alves queria ficar no palanque de Wilma de Faria e Iberê Ferreira. Garibaldi Alves Filho queria alinhamento com Rosalba Ciarlini e José Agripino.

Solução salomônica: o PMDB formou uma coligação isolada com PR (atual PL) e PV chamada Unidade Potiguar. Todos os membros da coligação ficaram livres para apoiar quem quisesse para o Governo e segundo voto para o Senado.

Garibaldi casou voto com Rosalba e Agripino e os três venceram a eleição.

Motta deve fazer algo semelhante com o PSB.

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