Rafael e Styvenson não vão virar aliados (Fotomontagem: Blog do Barreto)

Não faz sentido aliança entre Rafael e Styvenson

Existem alianças ganha-ganha do tipo Lula-Alckmin em que o ex-presidente mandou um recado simbólico de conciliação e atraiu eleitores de centro e boa para o ex-governador paulista conseguiu um improvável retorno ao cenário nacional após o fracasso eleitoral de 2018.

Ambos ganharam.

Existem alianças em que um ganha e outro perde como tipo a reunificação das alas da família Rosado que passaram 30 anos disputando a hegemonia política de Mossoró. No curto prazo Rosalba Ciarlini se elegeu prefeita em 2016 e o grupo da prima Sandra Rosado perdeu protagonismo no cenário local e nunca mais se reergueu.

Naquele contexto Rosalba ganhou e Sandra perdeu.

E temos a aliança em que ambos perdem. Seria o caso do papo que rolou hoje de que o senador Styvenson Valentim (Podemos) e o deputado federal Rafael Motta (PSB) estariam se entendendo.

A história não faz o menor sentido ainda que eles tenham conversado sobre o quadro político do Rio Grande do Norte. O próprio Rafael esteve com o deputado federal Beto Rosado (PP) e o senador Jean Paul Prates (PT) nos últimos dias sem qualquer destaque na mídia.

Qualquer um desses encontros merece ser notícia, mas o contexto explica porque só a conversa com Styvenson vazou e ganhou ares de fato novo a partir da mídia ligada ao ex-ministro Rogério Marinho (PL).

Já expliquei aqui (e os números das últimas pesquisas sustentam o que escrevi e disse) que Motta atrapalha tanto o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) quanto Rogério Marinho. Fui ao alvo: os números da pesquisa Seta entre maio e junho indicam queda nas intenções de votos de ambos.

Mas voltando ao tema Styvenson/Motta.

Não faz sentido essa aliança. O senador tem um eleitorado conservador, antipolítica e o próprio parlamentar é avesso a alianças com políticos tradicionais como Motta.

Styvenson só perderia.

Para Motta a aproximação seria um estrago. O eleitor que está impulsionando ele tem perfil progressista e não quer Marinho nem Alves. O deputado perderia a base que lhe torna competitivo e a tendência seriam seus votos migarem para o ex-prefeito de Natal em forma de protesto anti-Rogério Marinho.

Os dois perderiam com a aliança. Carlos Eduardo se daria bem com essa história ganhando o voto progressista sem precisar fazer concessões.

Tanto é assim que os dois correram para desmentir que exista possibilidade de aliança.

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