Rafael Motta e Carlos Eduardo Alves disputam voto progressista (Foto: reprodução)

No campeonato da coerência com a esquerda Motta e Alves estão empatados

Na guerra de narrativas da política sempre se ataca pela esquerda ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves (PDT) por ele ter apoiado o presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições de 2018.

Noves fora essa escorregada, Carlos Eduardo passou mais tempo em sua trajetória política alinhado com o PT do que afastado. Do voto em Lula em 1989 passando pela aliança sólida nos anos 2000 até o posicionamento contra o impeachment de Dilma Rousseff em 2016.

Nos anos 2000 Carlos Eduardo chegou a ter a filiação ao PT especulada na mídia, diga-se de passagem.

Carlos passa hoje pelo sentimento de desconfiança que num passado recente que viveu foi o deputado federal Rafael Motta (PSB).

Em 2016, ainda no primeiro mandato, Motta votou pelo impeachment de Dilma, mas logo em seguida se alinhou à oposição do governo de Michel Temer e se aproximou das esquerdas. Ainda assim foi vaiado no aniversário da então senador Fátima Bezerra (PT) nas vésperas das convenções 2018. A aliança acabou sendo adiada para o segundo turno. Esse fato foi decisivo para permitir a existência do caso Kerinho que resultou na perda do mandato do deputado federal Fernando Mineiro (PT).

A construção de uma imagem mais palatável de Motta dentro do campo progressista custou tempo e se deu através de votos contrários as medidas impopulares do presidente Bolsonaro.

Hoje Motta é o nome preferido da esquerda que não quer votar em um Alves para o Senado. O ex-prefeito ainda não intensificou o trabalho de conquista do voto da esquerda, sobretudo dos petista, pela relutância em apoiar o Lula no primeiro turno mantendo a aliança com Ciro Gomes (PDT).

Mas o passado mostra Alves e Motta empatados no campeonato das pisadas de bola com o eleitor progressista.

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