Conversei por quase uma hora hoje pela manhã com o senador Styvenson Valentim (Podemos). A pergunta que esticou a conversa foi: o senhor vai disputar o Governo do RN?
Styvenson disse que pela vontade dele nem senador seria, mas é ciente que não se governa mais e segue a vontade do eleitor e que esta será decisiva para ele enfrentar Fátima Bezerra (PT) nas eleições de outubro. “Se eu disser, eu, Styvenson, pessoa não quero, mas eu não sou sozinho que decido isso. Meu termômetro é quando caminho e as pessoas perguntam se vou ser candidato”, recordou.
Aí rebati: mas uma parcela da sociedade (15%) quer.
Styvenson lamentou que a governadora e o prefeito Allyson Bezerra (SD) não estão aplicando as emendas na saúde e educação. E disse que os governantes deveriam aplicar os recursos sem se importar quem é o autor das emendas.
Ponto que concordamos.
Voltei a pergunta: vai ser candidato? “Se eu for candidato não farei acordos”, respondeu em referência a novela Ezequiel Ferreira (PSDB) que oscila entre ser candidato ao governo e aliado de Fátima.
Ele admitiu não ter experiência para governar o RN, mas disse que as experiências que estão aí não são boas. Além de ter gente que nunca fez nada na vida e virou político.
O senador disse ter consciência da situação difícil do RN e rejeita a ideia de ser salvador da pátria. “Não sou salvação”, frisou.
Volto a perguntar: vai ou não ser candidato. Ele respondeu que o resultado do estudo sobre o quadro fiscal e administrativo do RN será fundamental para que ele responda a pergunta. “Preciso saber onde vou pisar”, advertiu. “O partido ficou de fazer um diagnostico porque tem muita informação sobre gasto público”, declarou.
Ciente de que disputar o Governo é diferente de tentar o Senado, Styvenson sabe que vai ter que apresentar propostas. “Quero propor o que possa cumprir”, disparou.
Nota do Blog: Styvenson está no jogo e não pode ser subestimado.

