Quem se saiu melhor no debate da TCM? O Blog analisa

TCM realizou debate ontem (Foto: TCM/Telecom)

O debate entre os candidatos a prefeito de Mossoró na TCM foi quente. Houve troca de farpas, acusações e ainda sobrou algum tempo para apresentação de propostas.

A mediação do jornalista Moisés Albuquerque foi impecável como de praxe.

Então vamos a avalição dos candidatos:

Rosalba Ciarlini: a prefeita de Mossoró era quem mais tinha a perder. Principal vidraça e historicamente ruim de debate ela agiu dentro do esperado. Pediu direito de resposta por qualquer motivo, perdeu o controle emocional na parte de final e repetiu clichês que ela usa há décadas. Impressionante como uma política experiente, boa oradora e com excelente presença de vídeo consegue se atrapalhar tanto quando confrontada.

Allyson Bezerra: se saiu bem no papel de vidraça. Soube inverter as provocações de Rosalba e Cláudia Regina, mas se saiu mal na pergunta de Isolda sobre a agricultura familiar. Tem boa retórica, mas faltou mais conteúdo nas propostas.

Cláudia Regina: pela sua reconhecida eloquência foi a decepção do debate. Fez uma pergunta estupidamente mal formulada para Allyson logo no início do debate, mostrou um surpreendente nervosismo e poderia ser mais contundente quando resgataram a história de suas cassações. Cláudia estava irreconhecível.

Isolda Dantas: foi quem se saiu melhor no debate. Soube aproveitar bem a condição de franca-atiradora entre os principais candidatos. Apresentou propostas e soube marcar território como oposicionista. Conseguiu apontar falhas entre os concorrentes sem soar agressiva. Pecou mais na linguagem corporal (franzia demais a testa).

Irmã Ceição: tem boa oratória e se tivesse um assessoramento profissional certamente teria um desempenho ainda melhor. Teve uns momentos de Cabo Daciolo com atos de humor involuntário se tornando a miss simpatia do debate. Mas cometeu um equívoco grosseiro ao acusar Cláudia Regina de receber propina. Esse comentário pode lhe render processo, inclusive.

Ronaldo Garcia: Doutor em matemática e professor universitário com mais de 20 anos de experiência, mas mostrou que isso em política não quer dizer nada. Repetiu clichês, se atrapalhou com dados e nas oportunidades que teve para se sair bem mostrou dificuldades como o questionamento a Allyson sobre a omissão dele no processo que levou a terceira colocada Ludimilla Oliveira a ser nomeada reitora pelo presidente Jair Bolsonaro. Esperava mais de Ronaldo.

Nota do Blog: um desafio a quem discorda dessa análise: discorde com argumentos e evitem baixarias. Afinal é isso que todos esperam dos candidatos.

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