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Agressor de quilombola já responde a processo por injúria racial

 

Dos blogs do Tio Colorau e William Robson

O comerciante Alberan de Freitas Epifânio, que amarrou e agrediu um quilombola no município de Portalegre (RN), já responde a um processo por injúria racial.

Consta na denúncia, assinada pela promotora de Justiça Patrícia Nunes Martins, que no dia 26 de junho de 2020 o comerciante se envolveu numa discussão com Saulo Mikael Vieira Rocha, oportunidade em que teria proferido as seguintes frases:

“Nego safado”, “Nego buceta”, “Suma do meu comércio que nem de nego eu gosto” e “Você é um nego bosta”.

A conduta foi tipificada pela promotora de Justiça como injúria racial.

A denúncia foi recebida pelo juiz Edilson Chaves de Freitas no último dia 21 de junho. Foi a última movimentação do processo.

Alberan Freitas foi novamente envolvido em caso de racismo ao amarrar e espancar homem negro, descendente de quilombolas em Portalegre. A vítima é Luciano Simplício. O crime aconteceu no sábado (11) e os dois foram levados para a delegacia de Pau dos Ferros. O caso também foi encaminhado para a Ouvidoria da secretaria de Estado de Direitos Humanos, de Mulheres, Juventude e Igualdade Racial.

O vídeo em que Alberan aparece pisando no corpo de Luciano amarrado e no chão viralizou nas redes sociais nesta segunda-feira (13) pela barbárie que a cena representa. Várias pessoas remeteram a cena aos tempos escravidão.

“O que é meu eu tenho o direito de defender”, justifica o comerciante Alberan Freitas no vídeo da agressão enquanto Simplício grita de dor.

Após a repercussão nacional do caso, a governadora Fátima Bezerra determinou apuração rigorosa do crime:

Determinei ao secretário de Segurança, coronel Araújo, e à delegada-geral da Polícia Civil, dra. Anna Cláudia, a apuração imediata e rigorosa do caso que envolveu um quilombola em Portalegre e que deixou a todos estarrecidos”, escreveu no Twitter.