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Aparelhada por Rogério Marinho, Femurn se cala com proposta que prejudica prefeituras

O ano é 2019, o Governo do Rio Grande do Norte envia para Assembleia Legislativa o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (PROEDI) cujo objetivo era incentivar a industrialização do Estado, com mais incentivos fiscais para quem preferir se instalar no interior.

A Federação do Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) reclamou, acusou a governadora de ser contra os prefeitos e conseguiu com a pressão compensações para as perdas que teriam com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A Femurn naquele momento mostrou força.

Hoje os problemas da entidade são com o Governo Federal, mas a entidade sempre escolhe o silêncio. O presidente Anteomar Pereira da Silva, o “Babá” (Republicanos), Prefeito de São Tomé, está alinhadíssimo ao ex-ministro Rogério Marinho (PL).

A entidade tem feito vistas grossas as propostas do Governo Federal que resultam em perdas de arrecadação nos municípios.

A mais recente é o Projeto de Lei Complementar (PLP) 18/2022 que visa zerar o ICMS dos combustíveis. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) calcula estima um prejuízo de R$ 115 bilhões para Estados e Prefeituras. A entidade classificou a proposta do presidente Jair Bolsonaro (PL) como irresponsável e com impactos sociais imensuráveis.

A Femurn sequer se deu ao trabalho a divulgar um estudo sobre o impacto da proposta nos 167 municípios potiguares.

É uma entidade definitivamente aparelhada por Rogério Marinho que quando fazia oposição ao PT acusava o partido de “aparelhar o Estado”.

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Análise

A diferença entre o Sinte e a Femurn

Enquanto os professores das redes municipais das principais cidades do Rio Grande do Norte aguardam pacientemente que seus respectivos prefeitos digam se vão pagar o piso da categoria, atualizado em 33,24%, em nível estadual a coisa é diferente.

Após três rodadas de negociação, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sintern) não concordou com as propostas apresentadas pelo Governo do RN e levou o assunto para análise da categoria.

Resultado: greve por tempo indeterminado.

A paralisação é legítima, compreensível e derruba a tese de que por terem uma governadora do PT o Sintern teria uma postura de pelegos e subserviente. Os dirigentes da entidade defenderam a greve.

Já a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN) tem um comportamento bem diferente. O prefeito de São Tomé Babá (Republicanos), presidente da entidade, é ligadíssimo ao ministro do desenvolvimento regional Rogério Marinho (PL), candidato a candidato do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Senado.

A Femurn que sempre é combativa para defender os prefeitos quando os temas envolvem o Governo Fátima é passiva na hora de defender seus associados e lutar pelas condições de cumprimento do piso junto ao Governo Federal.

A diferença de postura mostra qual entidade realmente está aparelhada, expressão que Rogério Marinho adora atribuir ao PT.

Quem são os pelegos mesmo?