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Styvenson criminaliza adversários

“Quem aprova Lula e Alckmin tem identificação vagabunda ou vocação para facção criminosa”. É com essa frase que o senador Styvenson Valentim (Podemos) avalia quem pensa a política diferente dele.

Moralista ao extremo e se julgando mais honesto que a própria honestidade, ele não consegue compreender a necessidade de conciliação e convivência entre contrários que a democracia exige.

O senador é autoritário e incapaz de conviver com as diferenças. Daí a necessidade de criminalizar os adversários e quem pensa diferente.

Styvenson é um entusiasta do lavajatismo e está empolgado com a candidatura de Sérgio Moro à presidência da República.

Alguém avisa a Styvenson que Sérgio Moro recebe salário do Podemos, corrompeu o sistema de justiça combinando ações com o Ministério Público, inclusive escolhendo os alvos e no fim das contas foi ser ministro de Bolsonaro mesmo sabendo de todas as enroladas do presidente e dos seus filhos.

Sem contar que Moro foi trabalhar na empresa Alvarez & Marsal que faz a recuperação da Odebrecht, uma das empresas destruídas pela Operação Lava Jato.

Vamos chamar Styvenson de hipócrita e corrupto por isso?

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Natália mostra que é possível fazer uma análise correta e ainda assim se equivocar

Na TV 247 a deputada federal Natália Bonavides (PT) analisou a possível chapa Lula-Alckmin nas eleições do ano que vem.

A parlamentar acerta na avaliação dos fatos: 1) Alckmin está deixando o PSDB; 2) Alckmin não renunciou ao neoliberalismo; 3) ele apoiou o impeachment de Dilma.

São verdades insofismáveis. Natália está correta.

No entanto, ela se equivoca ao não compreender a conjuntura em que essa aliança se forma. O Brasil vem enfrentando uma profunda instabilidade político e a aliança do maior líder de esquerda do país com uma figura da direita moderada simboliza uma mensagem de conciliação e foco na estabilidade política que vai produzir desenvolvimento. Ela também se recusa a admitir que para formar uma frente ampla é preciso se reconciliar com os algozes do passado.

A questão é de ordem pragmática: sem a direita a esquerda não ganha e se ganhar não governa.

Entendo o esforço da deputada para ser coerente, mas ela mostrou que é possível fazer uma análise precisa e ainda se equivocar por se limitar a uma parte quando temos em jogo o todo.