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RN: Chuvas 30,4% abaixo do esperado no período chuvoso

Período chuvoso foi menor do que o esperado (Foto: Elisa Elise)

As análises da unidade instrumental de Meteorologia da Empresa de Pesquisa do Rio Grande do Norte (EMPARN) registram que período chuvoso de 2021 (que compreende os meses de fevereiro a maio) no interior no estado foi 30,4% abaixo do esperado.

A expectativa era de uma média de chuvas em torno de 526,2 milímetros (mm), porém o volume médio observado foi de 369,2 mm no período.

“O período chuvoso no RN foi marcado pela presença do Fenômeno La Niña no Oceano Pacífico, associados às condições do Oceano Atlântico, com temperaturas quentes na bacia tropical norte e frias na bacia tropical sul, dificultou a ocorrência de chuvas no Estado. Como resultado deste cenário observaram-se desvios negativos em todas as regiões do Rio Grande do Norte”, avaliou o chefe da unidade, o meteorologista, Gilmar Bristot.

Municípios localizados ao logo da Costa Branca, Região da Borborema, Trairí, Mato Grande e todo o Litoral Leste, foram os locais com maiores déficits.

Inverno no Hemisfério Sul – O inverno no hemisfério sul começa na próxima segunda-feira (21), às 00h32. Para a região do Nordeste do Brasil o período é marcado com  a maior ocorrência de chuvas na faixa litorânea e o início do período seco no interior do estado e a diminuição das temperaturas nas regiões serranas.

Bristot avalia que a previsão é de que ocorram chuvas abaixo do normal no início da estação (junho) como já vem sendo constatado pelas análises, devendo ocorrer maiores volumes a partir da última semana de junho, seguindo até agosto se houverem mudanças nas condições climáticas do Oceano Atlântico Sul.

“As atuais condições apresentadas pelo Oceano Atlântico Sul não estão favoráveis para uma maior ocorrência de chuvas no momento devido a intensidade e posição do sistema de Alta Pressão que tem oscilado muito devido ao não estabelecimento ainda do período mais frio no hemisfério Sul, o que tem mantido a condição de vento soprando de sul (vento mais frio e seco).  A expectativa é que as condições de chuva deverão normalizar na última semana de junho, julho e agosto”, completou.

 Previsão de volume médios de chuvas para o período de junho a setembro de 2021.

*Oeste- 85,1 mm

*Central- 73,0 mm

*Agreste- 226,9 mm

*Leste- 506,5 mm

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Barragem Armando Ribeiro Gonçalves está com 59% da sua capacidade total

Barragem Armando Ribeiro Gonçalves está com 59% de seu volume total – (Foto: Magno Serafim)

De acordo com o Relatório do Volume dos Principais Reservatórios Estaduais, divulgado ontem (07), a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do RN, acumula hoje 1.414.795.969 m³, correspondentes a 59,62% da sua capacidade total, que é de 2.373.066.510 m³. No mesmo período do ano passado, o manancial estava com 1.533.987.376 m³, equivalentes a 64,64% do seu volume total.

Segundo o relatório as reservas hídricas do RN somam 2.218.651.707 m³, percentualmente, 50,69% da sua capacidade total, que é de 4.376.444.842 m³. No dia 07 de junho de 2020, as reservas hídricas eram de 2.441.024.096 m³, equivalentes a 55,77% do seu volume total.

A barragem Santa Cruz do Apodi, segundo maior reservatório do Estado, acumula 256.505.870 m³, percentualmente, 42,77% da sua capacidade total, que é de 599.712.000 m³. No mesmo período de junho do ano passado, o manancial estava com 215.607.720 m³, correspondentes a 35,95% do seu volume total.

Terceiro maior reservatório do RN, Umari acumula 214.072.477 m³, equivalentes a 73,11% da sua capacidade total, que é de 292.813.650 m³. No mesmo período do ano passado, a barragem estava com 258.120.744 m³, correspondentes a 88,15% do seu volume total.

O açude Rodeador, localizado em Umarizal, sangrou na última quarta-feira, 2 de junho. O reservatório tem capacidade para 21.403.850 m³. No mesmo período do ano passado, ele estava com 17.836.476 m³, equivalentes a 83,33% do seu volume total.

Além do açude Rodeador, outros reservatórios que continuam com 100% da sua capacidade, são: o açude público de Encanto, Riacho da Cruz II e Flechas, localizado em José da Penha.

Outros reservatórios, monitorados pelo Igarn, que sangraram nesta quadra chuvosa continuam com bons volumes, casos de Santana, localizado em Rafael Fernandes, que acumula 6.953.333 m³, equivalentes a 99,33% da sua capacidade total, que é de 7 milhões de metros cúbicos; o açude de Marcelino Vieira, que acumula 11.054.719 m³, correspondentes a 98,7% da sua capacidade total, que é de 11.200.125 m³; e Passagem, localizado em Rodolfo Fernandes, que acumula 8.181.207 m³, percentualmente, 98,88% do seu volume total, que é de 8.273.877 m³.

A barragem de Pau dos Ferros acumula 30.531.260 m³, percentualmente, 55,67% da sua capacidade total, que é de 54.846.000 m³. No dia 07 de junho de 2020, o reservatório estava com 21.169.454 m³, equivalentes a 38,60% do seu volume total.

O Marechal Dutra, conhecido como Gargalheiras, localizado em Acari, acumula 8.366.869 m³, correspondentes a 18,84% da sua capacidade total, que é de 44.421.480 m³. No mesmo período de junho de 2020, o reservatório estava com 15.355.157 m³, equivalentes a 34,57% do seu volume total.

Os reservatórios que estão com volumes inferiores a 10% da sua capacidade, sendo considerados em nível de alerta, são: Itans, localizado em caicó, com 3,66%; Zangalheiras, localizado em Jardim do Seridó, com 5,22% e Esguicho, localizado em Ouro Branco, com 0,78% do seu volume total.

Os reservatórios monitorados pelo Igarn, que permanecem secos, são: Inharé, localizado em Santa Cruz e Trairi, localizado em Tangará.

SITUAÇÃO DAS LAGOAS – A lagoa de Extremoz, responsável pelo abastecimento de parte da zona norte da capital, acumula 11.019.525 m³, que correspondem a 100% da sua capacidade.  Já a lagoa do Bonfim, responsável pelo abastecimento da adutora Monsenhor Expedito, acumula 42.371.761 m³, percentualmente, 50,28% do seu volume total, que é de 84.268.200 m³.  A lagoa do Boqueirão, que atende a usos diversos, acumula 10.224.974 m³, correspondentes a 92,33% da sua capacidade total, que é de 11.074.800 m³.

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Uma chuva no caminho do alcaide

Prefeito apostou em estratégia que não suportou primeira chuva forte (Foto: reprodução)

Por Gutemberg Dias*

Mossoró é uma cidade que está localizada no semiárido brasileiro e que tem um regime pluviométrico onde as chuvas são irregulares, mas que se concentram num período bem definido nos anos de maior precipitação. Essa característica não é exclusiva de Mossoró e se replica nos demais municípios que estão inseridos no semiárido brasileiro.

Essa concentração, quando se observa a série histórica, na figura abaixo, de 1970 a 2013 (Silva, 2014), fica claro que a maior incidência de chuvas acontece entre os meses de janeiro a julho, com destaque para os meses de fevereiro a maio, quando os índices pluviométricos ficam acima dos 100mm.

Essa característica do sistema pluviométrico de nosso município é responsável por chuvas torrenciais como aquela que ocorreu na última sexta-feira (30/04) e que deixou várias ruas da cidade alagadas, em especial, as áreas já conhecidas como o largo da Cobal, avenida João da Escócia, centro da cidade entre outros, ou seja, essa recorrência de alagamentos é conhecida pelo cidadão mossoroense que já convive com esse problema a muitos anos.

Recentemente, a prefeitura de Mossoró, a partir de ações voltadas a limpeza dos bueiros da cidade, tentou minimizar o problema dos alagamentos e utilizou as mídias os sociais para exaltar essa ação como uma solução para o problema dos alagamentos. Infelizmente ou felizmente, a depender da vontade do receptor da mensagem, a ação sugeriu à população que esse problema estaria resolvido. Destaco que essa ação é de grande importância, mas não é a solução para o problema que se arrasta a décadas.

Minha crítica não está na ação desenvolvida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura, Meio Ambiente, Urbanismo e Serviços Urbanos, em relação a limpeza dos bueiros, mas no uso de uma propaganda falaciosa que não aguentou uma chuva mais intensa para ser levada pela enxurrada.

A solução para esse problema não está, única e exclusivamente, na limpeza de bueiros. Ela se assenta na elaboração e execução de um projeto macro de drenagem urbana que leve em conta essa característica climática e, sobretudo, o uso e ocupação da terra no nosso município, em especial, as áreas urbanas.

Se não for pensado dessa forma, qualquer gestão pública que assumir o discurso fácil da solução dos alagamentos apenas fazendo o trivial, será desacredita pela força da natureza e, não necessariamente, pelas dos homens. O problema é estrutural, as últimas ações de maior monta para sanar esse problema ocorreram no governo do ex-prefeito Dix-Huit Rosado, quando um projeto de drenagem urbana foi executado de forma ampla com foco na solução dos alagamentos constantes, principalmente, no centro da cidade. Destaco que outros projetos, desenvolvidos por gestores que o sucedeu, foram executados, porém focados em execuções pontuais.

É importante afirmar que um projeto macro de drenagem constitui-se numa ferramenta de gestão poderosa com o objetivo de equilibrar o desenvolvimento urbano, principalmente, no que se relaciona a cobertura da terra com o meio ambiente da cidade. Sendo assim, se faz necessário que a atual gestão mire nessa ferramenta para sanar parte dos problemas advindos pela pluviometria concentrada.

Acompanhando as redes sociais observei que as críticas feitas a Prefeitura de Mossoró não foram bem assimiladas, principalmente, pelo fato do atual prefeito está apenas a 4 (quatro) meses à frente da gestão municipal. Destaco, primeiramente, separar o cargo da pessoa, e as críticas se assentam na gestão e não no cidadão que democraticamente chegou a à condição de alcaide de Mossoró. Volto a afirmar que o cerne da crítica não é a ação na limpeza dos bueiros, mas o uso midiático de uma ação inócua ao problema de décadas dos alagamentos na nossa malha urbana.

Sugiro que atual gestão aproveite os milhões do FINISA e elabore e execute um projeto de drenagem urbana que seja capaz de resolver partes dos problemas já conhecidos. Depois disso, após intensas precipitações, com o problema realmente resolvido, use as mídias, qualquer uma delas, para alardear o feito.

Mossoró elegeu um novo alcaide querendo ter uma gestão nova e eficiente, não o mais do mesmo!

*É professor universitário.

Este artigo não representa necessariamente a mesma opinião do blog. Se não concorda faça um rebatendo que publicaremos como uma segunda opinião sobre o tema.

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No primeiro semestre do ano, Mossoró totaliza 1.126 mm em volume de chuvas

Volume de chuvas na cidade ficou bem acima da média de 653 mm (Foto: Web)

Até a tarde da quinta-feira passada, 18, Mossoró registrou um acumulado de chuvas de 1.126 mm. Em mais de um século de dados registrados sobre chuvas, apenas em 20 anos, a cidade ultrapassou os 1.000 mm. “Nesses 120 anos de dados somente em 20 choveu mais de 1.000 mm em Mossoró, esse ano é um”, comenta o meteorologista e professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), José Espínola.

Esses 1.126 milímetros foram distribuídos em 106 dias ao longo do primeiro semestre de 2020. O meteorologista comenta que desde 2000 apenas em quatro anos – 2002, 2004, 2009 e 2020 – choveu mais de 1.000 mm.

A média anual, segundo José Espínola, é 653 mm. Ele lembra que as previsões iniciais já indicavam que o volume de chuvas ficaria acima da média, mas em Mossoró choveu 77% a mais.

Em nove dias do mês de janeiro choveu 32 mm, a média para o período é 67 mm; em fevereiro foram 308 mm em 16 dias, a média é 95 mm; no mês de março choveu 225 mm em 24 dias, a média é de 163 mm para o mês; em 24 dias de chuva em abril o volume de chuvas foi de 263 mm, a média é 168 mm; no mês de maio foram 96 mm em 22 dias de chuva, a média é de 93 mm; e até o dia 18 de junho o volume registrado em onze dias do mês foi 102 mm, a média é 49 mm.

O meteorologista explica que, teoricamente, nosso período chuvoso se concentra em quatro meses – fevereiro, março, abril e maio – sendo março e abril os meses em que chove mais. Esse ano foi exceção, pois fevereiro registrou a maior média, isso porque, em um só dia choveu o equivalente a 105 mm. Porém, de acordo com José Espínola, quando o ano é bom de chuvas assim, elas podem cair até o mês de agosto.

As chuvas que caem sobre a região agora, no entanto, dependem das condições chuvosas de Natal. De acordo com o meteorologista, a Zona de Convergência Intertropical, que é o que provoca a maior parte das chuvas em Mossoró, já se afastou e não está mais inclinada para esta região. São as ondas de Leste que estão trazendo as chuvas para a região agora.

As chuvas, como menciona Espínola, diminuíram, mas ainda podem cair. Porém, não serão mais chuvas de 100 mm, que agora se concentram na região Leste. “Agora o período chuvoso é lá. Não é mais o nosso, mas a gente agradece”, diz o meteorologista.

“Agradece entre aspas”, acrescenta. Isso porque, quem planta não costuma gostar de chuvas nesse período, pois já é época de colheita e deixa a produção encharcada, fazendo com os produtos estraguem. Além disso, favorece o aparecimento de lagartas, como explica o meteorologista.

Confira como foi a distribuição das chuvas ao longo dos seis primeiros meses do ano

Reservatórios

A intensidade das precipitações pluviométricas favoreceu o aumento do volume em reservatórios do Estado. O meteorologista José Espínola informa que, segundo leitura realizada na quinta-feira passada, 18, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves está com 65,5% da sua capacidade total, que é de 2,4 bilhões de m³.

A Barragem de Umari, em Upanema está, praticamente, sangrando.

A Barragem de Santa Cruz, em Apodi, estava com 35,8% de sua capacidade, segundo o meteorologista, a capacidade máxima do reservatório é duas vezes a de Upanema.

O meteorologista comenta que a situação dos reservatórios é muito boa.

“De uma maneira geral, foi excelente o período chuvoso desse ano”, comenta José Espínola, acrescentando que, para a agricultura o período também foi bom, porque as chuvas foram bem distribuídas.

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Vários municípios do RN já ultrapassaram os 800 mm de chuvas este ano

Chuvas em Mossoró já passaram dos 800 mm neste ano – Foto: Reprodução

Dos 167 municípios do Rio Grande do Norte em 25 já choveu mais de 800 mm; 60 cidades já registraram mais de 600 mm este ano. Índices acima da média para um Estado onde as precipitações médias totalizam de 600 a 700 milímetros, como informa o meteorologista e professor da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), José Espínola Sobrinho.

Ele lembra que desde janeiro as previsões meteorológicas apontavam para chuvas acima da média na maioria das localidades.

Em Mossoró, especificamente, até a segunda, 27, choveu 808 mm, ao longo de 70 dias. Em nove dias de chuvas em janeiro os registros somaram 32 mm, um pouco abaixo da média, que é de 67 mm. Em fevereiro foram 16 dias chuvosos, totalizando 308 mm, mais que o triplo da média, que é de 95 mm; porém, como lembra o meteorologista, em um só dia Mossoró registrou uma chuva de 103 mm. Já em março, foram 24 dias de chuvas e um acumulado 225 mm, também acima da média que é de 163 mm. Até segunda, 27, já havia chovido 243 mm ao longo de 21 dias neste mês de abril, a média para o mês é 168 mm, segundo o meteorologista.

No ano passado as chuvas na cidade se distribuíram ao longo de 98 dias. Mesmo assim, o acumulado foi menor, 752 mm.

A previsão é de que nos próximos três meses as chuvas totalizem cerca de 175 mm, segundo reunião realizada entre os meteorologistas do Nordeste por videoconferência na semana passada, como informa José Espínola.

Como nos últimos meses choveu acima dos níveis médios e o Atlântico Sul continua aquecido, isso pode se configurar. “Nos meus 42 anos que trabalho em Meteorologia, eu nunca tinha visto o Atlântico ficar quente de dezembro até agora direto”, observa Espínola.

Esse comportamento oceânico é, segundo ele, a explicação para alguns fenômenos que foram observados na região no período chuvoso deste ano, como a ocorrência de raios e até a presença de nuvem de rolo.

O meteorologista explica que há muita energia envolvida na atmosfera. Como o Atlântico está muito quente, gera energia e ela precisa se dissipar e isso ocorre em forma de raios e ventos.

De acordo com Espínola, é possível que ainda ocorram fenômenos como relâmpagos e trovões, principalmente nos dias mais quentes.

Por isso o meteorologista alerta para que as pessoas estejam precavidas. “Essas chuvas à tarde com relâmpago são muito perigosas”, diz ele, alertando para que sejam evitados banhos de mar, caminhadas na rua com guarda-chuvas, cujos cabos metálicos podem funcionar como verdadeiros para-raios. Ele alerta também para evitar banhos de chuveiro elétrico, pois se um raio cair próximo ao local, como o chuveiro está conectado a uma rede elétrica e a água serve como condutora, pode ser perigoso.

Municípios onde acumulado de chuvas ultrapassou 800 mm – De 1º de janeiro a 29 de abril: 
Martins (particular): 1244,7
Portalegre (particular): 1090,3
Riacho de Santana (EMATER): 1063,5
Natal (UFRN): 1035
Caraúbas (particular): 975,9
Antônio Martins (EMATER): 906
Pau dos Ferros (particular):897
João Dias (EMATER): 895,9
Serrinha dos Pintos (Prefeitura): 894,7
Santana do Matos (EMATER): 885,6
São Francisco do Oeste (Prefeitura): 881,8
Lucrécia (EMATER): 881,4
Viçosa (Prefeitura): 877,8
Campo Grande (particular 2): 855,2
Dr. Severiano (EMATER): 853,3
Parnamirim (Base física da EMPARN): 850,3
Coronel João Pessoa (EMATER): 840,7
Tibau (Prefeitura): 839,4
Francisco Dantas (EMATER): 833
Itau (particular): 827
Messias Targino (Prefeitura): 825,7
Timbaúba dos Batistas (Prefeitura – Fazenda Timbaúba): 822
Mossoró (Prefeitura): 817,8
Água Nova (Prefeitura) 816,1
Patu (particular): 805,4

Benefícios para agricultura e para os reservatórios

De acordo com o meteorologista, apesar de agricultores de algumas regiões já terem reclamado do solo encharcado, de uma maneira geral esse período chuvoso tem sido excelente para a agricultura. Isso porque as chuvas estão caindo aos poucos, com exceção de algumas mais intensas, que são boas para os reservatórios, mas não servem para a agricultura, uma vez que encharcam o solo e o solo da região é raso.

Segundo ele, o ideal para a agricultura são as chuvas de 10 mm a 15 mm, com intervalo de alguns dias entre elas.

Justamente porque o solo está encharcado e os pequenos açudes já encheram, o período chuvoso deste ano também está propício para os reservatórios. O meteorologista comenta que toda chuva que cai a partir de agora vai para os grandes reservatório e cita como exemplos a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, que ontem, 27, estava com quase 50% de sua capacidade, e a Barragem de Umari, em Upanema, que está com cerca de 80% do seu volume total.

Nevoeiro

Quem levantou cedo em Mossoró foi surpreendido pela mudança na paisagem de alguns pontos da cidade, que chegou a ficar escondida sob um nevoeiro. O fenômeno é consequência da temperatura mais baixa e da umidade elevada, registradas no início da manhã da terça-feira passada, 28, como informa José Espínola Sobrinho.

Ele explica que por volta das 5h30 a temperatura em Mossoró era de 23º e a umidade estava entre 95% e 100%. Como ontem o dia permaneceu nublado com chuvas durante toda a tarde e houve pouca radiação. A radiação que havia sido absorvida começa a ser perdida e o vapor não consegue subir para a atmosfera porque a umidade já está saturada, assim, as nuvens se formaram mais próximo à superfície.

Nevoeiro cobriu Mossoró no início da manhã desta terça-feira, 28 – Foto: Reprodução

 

Correção realizada às 17h25 de 29 de abril: 25 municípios potiguares ultrapassaram o acumulado de 800 mm de chuvas e não 30 cidades. 

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Foro de Moscow 38 – PREPARE-SE. VEM MAIS TEMPESTADE POR AÍ

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Confira a lista das maiores chuvas já registradas em Mossoró

Moradora da Rua Amaro Duarte no Nova Betânia brinca com a enchente (Foto: Solange Santos)

A EMPARN chegou a divulgar que a chuva do último sábado, 29/02, teria sido a maior já registrada em Mossoró nos últimos 56 anos. Seriam 176 milímetros.

A notícia não foi confirmada pelo professor de climatologia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), José Espínola. Segundo ele, os pluviômetros da instituição apontou média de 100 milímetros.

Ainda assim a chuva de sábado causou vários transtornos registrados em vídeos e fotos.

A maior chuva já registrada em Mossoró foi no dia 28 de janeiro de 2004 com 163 milímetros. A segunda maior foi em 29 de março de 1997 (127 milímetros) e a terceira em 14 de maio de 1974 (125 milímetros).

Confira as maiores chuvas já registradas:

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O dia 29 de fevereiro de 2020 e o dia 1° de janeiro de 1989, qual a relação entre as datas com a chuva imensa e a prefeita Rosalba?

Por Tales Augusto*

Ontem, vimos de certa forma um “dilúvio” na cidade de Mossoró. Em pouco tempo superior a duas horas mais de 100 milímetros choveu na cidade e em alguns pontos até mais.

Perdas materiais, a cidade ficou desnuda das suas limitações, mostrando que somos uma cidade grande, faltando ainda sermos desenvolvida. Falta-nos gestores que tenham seriedade com a Res Publicas.

Culpar a população é errado, caso haja culpa é mínima e devolvo com uma pergunta: quais ações governamentais foram tomadas nas quatro gestões da Prefeita Rosalba em Mossoró relativas a evitar inundações e questões como as de ontem?

Do dia 1° de janeiro de 1989 para 31 de dezembro de 2020, teremos nos 31 anos no espaço/tempo, 16 anos com Rosalba sendo prefeita. Quando não era prefeita, apoiou alguns que se tornaram chefes do executivo mossoroense. Ainda esteve a frente do estado como governadora e senadora, o que ela fez por Mossoró nestes outro 8 anos?
Ou seja, nos 31 anos entre 1989 para o fim de 2020, Rosalba estará em cargos eletivos 24 anos.

Aonde fica A ROSA FEZ, A ROSA FAZ quando falamos do dia 29/02/2020 e as perdas que a cidade/população teve?

Para piorar, em 2016 completou os 10 anos do PLANO DIRETOR Rosalba não implantou um novo e nem vai implantar, pois ela está preocupada com uma possível reeleição. O PLANO DIRETOR que poderia e muito ter evitado tanta coisa que tivemos ontem.

Que esta chuva não nos faça só refletir o quanto frágil somos, mas que nossa casa, nossa cidade, nossa Mossoró abra os olhos para o que Rosalba não faz, governar de forma séria e preocupada com o maior bem que temos em Mossoró, o seu povo.

Se o problema fosse só a chuva de ontem, já era grave. Mas nas áreas da saúde, educação, segurança, meio ambiente, políticas públicas e outras, Rosalba falha e feio. Nem parece que ela foi antes de 2016, prefeita 3 vezes da cidade, governadora e senadora do Rio Grande do Norte.

Dizem que os “outros só são gigantes por estarmos de joelhos”, fiquemos de pé Mossoró e mudemos, temos a chance em outubro. Nomes não faltam, que a coragem também não!

*É Professor.

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Emparn indica previsão de chuvas acima da média histórica no RN para os próximos três meses

Chuvas devem superar 500 milímetros entre março e maio (Foto: Sandro Menezes)

A Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN – Emparn confirmou na manhã desta quarta-feira, 19, a previsão de chuvas acima da média histórica para o trimestre de março, abril e maio próximos. De acordo com o meteorologista Gilmar Bistrot, os padrões climáticos indicam a ocorrência de chuvas distribuídas em todas as regiões do Estado, sendo 479 milímetros na região Oeste, 376 na região Central, 342 na região Agreste e 533 milímetros na região Leste. Em todo o ano de 2019 a média de chuvas foi de 840 milímetros.

“A previsão climática, a partir das condições observadas desde janeiro deste ano indicam chuvas normais ou acima da média histórica para o Rio Grande do Norte”, afirma o meteorologista. Ele explica que explica que “as análises consideram parâmetros de temperatura na superfície dos oceanos, ventos e pressão atmosférica”. Segundo Bistrot há aquecimento no Atlântico Sul e temperatura baixa no Pacífico e isto favorece ocorrências de chuvas no Nordeste brasileiro nos próximos três meses. “Hoje há essa tendência”, reforçou.

A conclusão apresentada pela Emparn resulta das análises também de meteorologistas dos principais centros de previsão climática da região Nordeste que promoveram em Parnamirim, nesta terça-feira, 18, a III Reunião de Análise Climática para o Semiárido Nordestino – Etapa Rio Grande do Norte.

Os especialistas fizeram o balanço dos primeiros meses do ano, análises de modelos meteorológicos, condições atuais dos oceanos e elaboração de boletins para o período.

A governadora Fátima Bezerra participou da apresentação do boletim de análise e previsão climática, ocorrido no auditório da Governadoria, e avaliou o quadro como animador. Ela registrou que o Governo do RN tomou providências em apoio ao homem do campo como a distribuição de sementes no período certo para aproveitar o período das chuvas. “Inclusive”, destacou Fátima Bezerra, “este ano entregamos também sementes crioulas, que são adaptadas às condições de clima e solo de cada região do Estado, oferecendo assistência técnica pela Emater e apoio à agricultura familiar”.

O RN é o primeiro Estado no Brasil a implantar o sistema de aquisição e distribuição de sementes crioulas. Este ano foram investidos R$ 600 mil na compra de grãos produzidos pela agricultura familiar. “São produtos certificados pelo Mapa, de qualidade e com germinação garantida. E já estamos trabalhando para ampliar as compras para R$ 2 milhões em 2021, mais do que triplicando o investimento deste ano”, informou a Governadora.

A presença de técnicos da Paraíba, Bahia, Alagoas, Pernambuco e do Distrito Federal no RN para tratar do clima mostra que temos uma “integração regional dos estados que enfrentam as intempéries da seca e do semiárido. Isto é muito bom e produtivo por que estamos somando conhecimento e buscando soluções efetivas”.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar – SEDRAF, Alexandre Oliveira, disse que a ocorrência de chuvas regulares “beneficia o agricultor e a produção com garantia de colheita do milho e feijão principalmente, por que assegura a alimentação animal e humana, o que tem forte impacto econômico e social, mantendo as famílias produtivas. Temos no Rio Grande do Norte 60 mil cisternas e, com as chuvas, elas serão abastecidas, irão garantir o consumo humano, a segurança alimentar e a produção de forragem para as criações”.

César Oliveira, diretor geral da Emater, afirma que a chuva é insumo indispensável para as ações no campo. A ocorrência de precipitações regulares anima os agricultores e movimenta a economia principalmente para os pequenos e médios produtores”.

Também participaram da apresentação do relatório o coordenador da Defesa Civil estadual, tenente-coronel Marcos Carvalho, diretor do Instituto de Gestão das Águas do Estado do RN  – Igarn, Mário Manso, e meteorologistas dos estados que participaram da III Reunião de Análise Climática para o Semiárido Nordestino.

 

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