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Documentário analisa como teria sido a pandemia no Brasil sem negacionismo

Como teria sido a pandemia no Brasil se o governo tivesse usado todo o potencial que o SUS oferece? O que os 300 mil agentes de saúde do país poderiam ter feito para combater a transmissão descontrolada do vírus? Quantas mortes teriam evitadas se tivéssemos feito rastreamento de contatos, testagem em massa e investido em campanhas efetivas de prevenção e conscientização? Quantos filhos, esposas, maridos, mães, pais e irmãos deixariam de ter perdido as pessoas mais importantes de suas vidas se o presidente da República não tivesse apostado na estratégia da contaminação intencional para gerar uma imunidade coletiva, desprezando as vacinas e apostando em charlatanismo (e corrupção)?

O cineasta Gabriel Mesquita, cujo pai é potiguar, responderá essas e outras perguntas no documentário “Eles Poderiam estar Vivos”, uma (infelizmente) hipotética história na qual o Brasil deixaria de ser um dos países campeões em mortes e teria sido referência no combate à pandemia. O filme mostrará que não há nada de fantasia nessa hipótese. Bastava termos aproveitado tudo o que oferece o nosso sistema de saúde, com seu histórico de sucesso em prevenção de doenças e campanhas de vacinação.

“Eles Poderiam estar Vivos” está sendo gravado no Brasil e no Canadá, onde o cineasta reside. “Quero mostrar como o Brasil teria se saído na pandemia se o governo não tivesse jogado contra”, explica Gabriel, que vai ouvir médicos sanitaristas, enfermeiros, epidemiologistas, políticos analistas de dados e familiares de vítimas da Covid-19.

Na parte canadense do filme, ele mostrará como o país onde mora lidou melhor que o Brasil apenas pelo fato de o governo não ter atrapalhado. “Muito ajuda quem não atrapalha, diz o ditado, que no Brasil foi intencionalmente ignorado”.