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Presidente da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China cumpre agenda em Mossoró

Fábio Hu está em Mossoró para conhecer produção de melão (Foto: cedida)

O Brasil é o terceiro maior produtor de frutas do mundo, porém, quando o assunto é exportação, estamos em 24º lugar segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia. Recentemente, a Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgou, que o “barômetro de comércio de bens” atingiu o nível recorde de 110,4, confirmando que o setor continua se recuperando de forma robusta dos choques da pandemia de covid-19. O índice é divulgado desde julho de 2016 e está mais de 20 pontos acima do nível de um ano atrás.

Para tratar da retomada da economia com o comércio exterior, o presidente da Câmara de Comércio de Desenvolvimento Internacional Brasil-China (CCDIBC), Fábio Hu, e o diretor de Relações Institucionais, Ulisses Vega, desembarcaram no Recife (PE) no último domingo (29) para cumprir agenda de reuniões pelo Nordeste com produtores de frutas. Ontem eles chegaram em Mossoró (RN), local de onde saiu a primeira carga oficial de melão para China. A comitiva permanece em Mossoró (RN) até a quinta-feira (2).

A CCDIBC vem atuando no Rio Grande do Norte por intermédio da R2MD Consultoria Empresarial, representante da Câmara no Nordeste. Em Mossoró (RN), a fazenda-modelo é a Agropecuária Vitamais, pioneira na exportação de melão para o continente asiático. O melão potiguar foi a primeira fruta fresca a ser exportada para a China graças ao acordo de bilateralidade assinado em novembro de 2019, em reunião de cúpula dos Brics (agrupamento de países de mercado emergente que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

“A China consome o equivalente a metade da produção mundial de melões. Isso significou só em 2017 cerca de 17 milhões de toneladas. Tem muito espaço a ser conquistado, principalmente na entressafra, com o inverno chinês se aproximando. O país não consegue produzir por causa das temperaturas muito baixas, aumentando assim a procura pela exportação, mas para isso, os produtores interessados precisam respeitar os protocolos exigidos, a qualidade da produção, inclusive dentro das normas contra pragas da cultura, a exemplo da conhecida como mosca-das-frutas”, destacou Rafael Martins, sócio-diretor da R2MD.

A visita também servirá para discutir estratégias para o embarque de um novo contrato comercial entre Brasil e China. Por conta da pandemia de covid-19 e da interrupção do tráfego no Canal de Suez, no Egito, rota fundamental entre os continentes europeu e asiático, em março deste ano, o fluxo de cargueiros ficou comprometido e o atraso nos portos da China passam dos 50 dias.