Combate à fome não é urgente para vereadores de origem popular (Foto: Depositphotos)

Vereadores de Mossoró adoram exaltar a origem humilde, mas na hora do “vamos ver” não tratam combate à fome como urgente

Sempre tem na Câmara Municipal de qualquer cidade a figura do “vereador povão” por sua origem popular e apelo ao assistencialismo.

Alguns são mais discretos, outros gostam de entrar nas polêmicas bem ao estilo “eu falo mesmo!”.

Esta semana a origem popular e o estilo “vereador povão” ficaram apenas no passado remoto e retórica para alguns parlamentares com esse discurso após a recusa em aprovar o regime de urgência para o projeto do vereador Isaac da Casca (MDB) que cria o Fundo Municipal de Combate à Fome.

Nove vereadores, todos de origem popular, votaram contra: Costinha (MDB), Edson Carlos (Cidadania), Genilson Alves (PROS), Ricardo de Dodoca (PP), Naldo Feitosa (PSC), Wiginis do Gás (Podemos), Raerio Cabeção (PSD), Lucas das Malhas (MDB) e Marckuty da Maisa (SD).

A votação empatou em 9×9 e o aristocrático presidente da Câmara Municipal Lawrence Amorim (SD) desempatou contra a urgência da proposta.

Coisa bem menos urgentes do que botar comida na boca do povo que passa fome passam pela Câmara Municipal em regime de urgência, em muitos casos por mero capricho do inquilino de plantão do Palácio da Resistência.

A fome não é uma preocupação para os nossos vereadores de origem popular.

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