No dia 18 de agosto de 2025, a Câmara Municipal de Natal recebeu o primeiro pedido de cassação contra a vereadora Brisa Bracchi (PT). E, em menos de 24 horas, acatou a solicitação e deu início ao que poderia resultar na perda de mandato da parlamentar. Passado exatamente um ano, Brisa conseguiu reverter completamente todo o processo de perseguição e saiu dele ampliando o alcance de seu mandato.
Hoje, tanto o primeiro processo quanto o segundo (aberto em novembro de 2025) fracassaram; o autor dessas iniciativas, vereador Matheus Faustino, ligado ao MBL, está sendo investigado por violência política de gênero pela Polícia Federal; e Brisa foi escolhida pelo partido para ser candidata a deputada federal, com reais chances de se eleger, graças a seu trabalho dentro e fora da Câmara.
Durante todo o período que tentaram cassá-la, em nenhum momento a vereadora recuou com relação a seus posicionamentos, à certeza de sua inocência e de que todo o movimento visando a perda de seu mandato era, na verdade, uma ação de perseguição política.
Passado um ano do início do processo, a situação mostra que ela estava certa. “Eu acho muito simbólico e forte que exatamente um ano após tudo o que passamos estamos iniciando essa jornada para ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Toda essa jornada, que inclui a perseguição, a candidatura e a investigação aberta pela Polícia Federal contra o principal autor dos ataques, mostra que vale a pena acreditar nos valores que defendemos, nas instituições e na democracia, porque, afinal, também foi muito importante contar com a rede de solidariedade e apoio nacional que se formou em função da defesa de nosso mandato”, disse.
De acordo com ela, permanecer lutando enquanto tentavam cassar seu mandato foi muito importante até para deixar claro que, na política, as mulheres sempre serão alvo e precisam reverter isso ampliando os espaços que ocupam, daí também a motivação para disputar uma vaga à Câmara Federal.
“Eu agora quero levar essa experiência que passou à Câmara dos Deputados, ajudar a proteger mulheres que, como eu, enfrentam a violência política de gênero e inspirar, como mulher jovem, que cada vez mais mulheres vejam que é importante lutar e ocupar câmaras, prefeituras, governos, todos os espaços, para que tenhamos um país mais justo e que proteja melhor as mulheres. Há um ano eu ia ser cassada. Agora, eu vou ser eleita”, afirmou.
