Os dados mais recentes das prestações de contas das eleições de 2026 mostram mudanças importantes na distribuição do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) entre os candidatos ao Governo e ao Senado pelo Rio Grande do Norte.
Na disputa pelo Governo, Allyson Bezerra (União Brasil) ultrapassou Álvaro Dias (PL) e passou a liderar os repasses do Fundo Eleitoral. Já entre os postulantes ao Senado, Styvenson Valentim (Podemos) continua na primeira colocação, embora Rafael Motta (PDT) e Samanda de Lula (PT) tenham recebido novos recursos nos últimos dias.
Allyson assume liderança entre candidatos ao Governo
O maior volume de Fundo Eleitoral entre os candidatos ao Governo está agora com Allyson Bezerra, que recebeu R$ 3.455.595,00 da direção nacional do União Brasil. Além disso, a campanha de Allyson também registrou um repasse de R$ 449.993,20 feito pelo diretório estadual do União Brasil, totalizando R$ 3.905.588,20
Em segundo lugar aparece Álvaro Dias (PL), com R$ 3 milhões repassados pela direção nacional do Partido Liberal. Até o fim de agosto, Álvaro liderava entre os candidatos ao Governo, enquanto Allyson ainda tinha recebido uma quantia bem menor.
O terceiro colocado é Cadu de Lula (PT). A campanha contabiliza R$ 921.552,25 em recursos do Fundo Eleitoral, sendo a maior parte proveniente do PT e outra parcela repassada pelo PSB.
Bem atrás dos três primeiros aparecem Professor Robério Paulino (PSOL), com R$ 90 mil, e Dário Barbosa (PSTU), com R$ 20 mil.
A mudança é significativa em relação ao levantamento feito pelo Blog do Barreto em 31 de agosto. Naquele momento, Álvaro já tinha R$ 3 milhões e liderava entre os candidatos ao Governo. Allyson ainda não havia recebido o grande repasse da direção nacional do União Brasil.
Styvenson continua na frente para o Senado
Na disputa pelo Senado, Styvenson Valentim (Podemos) permanece como o candidato que mais recebeu recursos do Fundo Eleitoral. Foram R$ 3.811.887,03, valor que corresponde ao teto de gastos estabelecido para uma candidatura ao Senado no Rio Grande do Norte no primeiro turno.
Na sequência aparece Rafael Motta (PDT), que chegou a R$ 3,7 milhões. No levantamento realizado no fim de agosto, Rafael tinha R$ 3 milhões
Outra campanha que recebeu uma injeção expressiva de recursos foi a de Samanda de Lula (PT). O repasse realizado pela direção nacional do PT já chega a R$ 3.430.698,33. Considerando todos os recursos recebidos de estruturas partidárias, a cifra sobe para R$ 3.448.198,32, porque há outros R$ 17.499,99 registrados pelo diretório estadual em bens ou serviços estimáveis em dinheiro.
Zenaide Maia (PSD) vem logo depois, com R$ 3 milhões de Fundo Eleitoral. Em seguida aparece Coronel Hélio (PL), com R$ 1,5 milhão.
A atualização mais expressiva entre os candidatos que estavam com arrecadação mais baixa é a de Tércio Tinôco (União Brasil). Ele recebeu em 8 de setembro R$ 726.344 de Fundo Eleitoral. No início do mês, sua campanha registrava apenas cerca de R$ 13 mil em receitas.
Entre os demais nomes, Sandro Pimentel (PSOL) e Sônia Godeiro (PSOL) aparecem com aproximadamente R$ 45 mil cada em repasses eleitorais, enquanto Rosália Fernandes (PSTU) e Luciana Mandu (PSTU) registram valores na faixa de R$ 10 mil.
Dados ainda passarão por mudanças
A comparação com os dados levantados pelo Blog do Barreto em 31 de agosto mostra como a distribuição do Fundo Eleitoral se acelerou com o avanço da campanha. Naquele levantamento, Styvenson tinha R$ 3,811 milhões, enquanto Zenaide e Rafael apareciam com R$ 3 milhões cada. Samanda ainda estava bem abaixo dos valores atuais.
Os números ainda não são definitivos. As campanhas continuam recebendo recursos e registrando novas receitas no sistema da Justiça Eleitoral. A partir de 15 de setembro, com a publicação dos dados das prestações parciais de contas, será possível ter um retrato ainda mais consolidado da distribuição dos recursos até 8 de setembro.
