A investigação da Polícia Civil sobre o atentado contra o vereador de Mossoró e candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) reuniu elementos que indicam que o ataque foi planejado com antecedência. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (16) pelo Blog do BG, os investigados teriam monitorado os passos do parlamentar e utilizado um grupo no WhatsApp para organizar a ação.
O atentado aconteceu na noite de 15 de junho, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, em Mossoró. Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo quando foi atingido por disparos nas pernas. Alyson Diego, que acompanhava o vereador e fazia a transmissão, também foi baleado e morreu no local.
De acordo com o material da investigação revelado pelo Blog do BG, um grupo de WhatsApp chamado “Missão” teria sido criado no dia 14 de junho, véspera do crime, por um contato identificado como “Pai”. As conversas fazem parte dos elementos analisados pela Polícia Civil na tentativa de reconstruir a preparação e a execução do atentado.

Na noite do ataque, prints da transmissão feita pelo vereador teriam sido compartilhados no grupo, acompanhados de informações sobre sua localização. Ao perceberem que Deyvison estava sem colete à prova de balas, integrantes teriam enviado mensagens como “Tá mamão”, “baixou a guarda” e “desacreditado”, conforme o conteúdo divulgado pelo Blog do BG.

Ainda segundo a reportagem, pouco antes dos disparos houve orientação para que as mensagens fossem apagadas. Por volta das 21h53, o contato identificado como “Pai” teria escrito “rasga no meio”. Depois que os participantes receberam a informação de que Cabo Deyvison havia sobrevivido ao atentado, outro perfil respondeu: “Tô acreditando não”.
A Polícia Civil cruzou informações extraídas de celulares, mensagens, registros de ligações e dados sobre os deslocamentos dos investigados. No local do atentado também foi encontrado um carregador com munições calibre 5.56, elemento que passou a integrar a investigação.
Após o crime, dois suspeitos foram localizados e presos em Beberibe, no Ceará. Um terceiro investigado foi posteriormente preso em Mossoró.
José Antônio da Costa, Vinícius Gabriel da Silva Freitas e Wilson Mariano da Silva Filho permanecem presos preventivamente. Segundo as informações divulgadas sobre o processo, eles são investigados no caso envolvendo a morte de Alyson Diego e a tentativa de homicídio contra Cabo Deyvison.
A investigação prossegue para identificar a participação de outras pessoas e esclarecer completamente a estrutura por trás do atentado, inclusive a eventual existência de mandantes.
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