O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União Brasil) descartou a possibilidade de anular o voto para presidente da República, mas se recusou a revelar em quem pretende votar nas eleições deste ano. A declaração foi dada durante sabatina promovida pela InterTV Cabugi.
Questionado sobre a ausência de apoio a um dos principais candidatos à Presidência e sobre a avaliação de que estaria “em cima do muro”, Allyson rejeitou essa classificação. Ele afirmou ter uma posição clara, embora tenha reiterado que não declarará apoio político a nenhum presidenciável.
“Eu não estou em cima do muro, porque eu não fico em cima do muro. Eu tenho posição clara”, respondeu.
Ao ser novamente provocado a explicar qual seria essa posição, o candidato afirmou que sua prioridade é discutir os problemas do Rio Grande do Norte e trabalhar com quem for eleito presidente.
“A minha posição é discutir o Rio Grande do Norte, trabalhar pelo nosso estado. E aquele presidente da República que for eleito terá que conversar com o governador”, declarou.
Durante a sabatina, Allyson argumentou que, caso seja eleito, precisará manter diálogo tanto com representantes da direita quanto da esquerda e de outros campos políticos. Segundo ele, essa necessidade de articulação após as eleições justifica a decisão de não participar dos palanques presidenciais durante a campanha.
“Depois das eleições, é preciso, se eleito, conversar com direita, esquerda, com qualquer partido. É necessário fazer. Mas você não vê geralmente os políticos fazendo isso antes. Antes é palanque, a gente está na eleição”, afirmou a jornalista Larisse Neves, que ao lado de Emily Virgílio conduziu a entrevista.
Allyson respondeu que não compartilha dessa lógica.
“Pois é, mas eu não penso assim. Eu tenho a minha posição muito clara. Eu penso que o voto de presidente é um voto que o cidadão deve decidir”, disse.
Perguntado diretamente se anularia o voto para presidente, o candidato negou.
“Não. Não é que é nulo. Eu vou decidir, eu vou votar. Eu nunca anulei um voto, nunca vou anular um voto. Para mim, o voto é sagrado”, declarou.
Apesar de confirmar que escolherá um candidato, Allyson não revelou o nome nem informou quando pretende anunciar a decisão. Ele disse ainda que não tentará influenciar os eleitores potiguares a acompanharem sua escolha.
“Eu não tento induzir o eleitor a votar no meu candidato a presidente da República. O povo é livre para votar”, afirmou.
As entrevistadoras também questionaram se a neutralidade seria uma estratégia para evitar a perda de votos entre eleitores dos diferentes polos da disputa presidencial. Allyson negou e argumentou que levantamentos eleitorais estariam demonstrando que uma candidatura estadual pode obter apoio mesmo sem uma vinculação direta a um palanque nacional.
Ao concluir a resposta, o candidato afirmou que, durante suas viagens pelos municípios potiguares, os principais questionamentos recebidos são sobre saúde, educação, segurança pública e recuperação das estradas.
“Eu conheço os 167 municípios do nosso estado. E sabe o que as pessoas me questionam? Como é que eu vou melhorar a saúde, como é que eu vou melhorar a educação, como é que eu vou melhorar as estradas, como é que eu vou melhorar a segurança. É essa a minha discussão”, concluiu.
A postura sem um palanque presidencial definido já vinha sendo adotada por Allyson durante a campanha. Em agosto, reportagem da Folha de S.Paulo descreveu o candidato do União Brasil como concorrente ao Governo do RN sem vinculação pública a uma candidatura nacional.
Confira as as falas de Allyson
