O Rio Grande do Norte registrou avanço na escolaridade da população ocupada nos últimos 13 anos, segundo dados do módulo de Características Adicionais do Mercado de Trabalho da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre 2012 e 2025, a parcela de trabalhadores potiguares com pelo menos o ensino médio completo passou de 42,7% para 66,3%. O grupo reúne pessoas com ensino médio completo, que representavam 41,2% dos ocupados em 2025, e aquelas com ensino superior completo, que correspondiam a 25,1%.
O levantamento também mostra redução na proporção de trabalhadores com menor escolaridade. O percentual de pessoas ocupadas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 40,7%, em 2012, para 21,8%, em 2025. Já o grupo com ensino fundamental completo e ensino médio incompleto passou de 16,7% para 11,9% no mesmo período.
Na comparação mais recente, entre 2024 e 2025, o movimento de aumento da escolaridade também aparece nos dados. A participação dos ocupados sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 26,2% para 21,8%. No mesmo intervalo, o percentual de trabalhadores com ensino superior completo subiu de 21,1% para 25,1%.
Para a Secretaria de Estado da Educação, os números apresentados pelo IBGE ajudam a dimensionar as transformações no perfil educacional da população potiguar e a relação entre formação e inserção no mundo do trabalho.
“Os dados mostram uma mudança importante no perfil educacional da população que está no mercado de trabalho. Mais pessoas chegam ao mercado com o ensino médio completo e também com formação superior. Para a educação pública, esse cenário reforça a importância de garantir acesso, permanência e aprendizagem em todas as etapas da educação básica, além de ampliar as oportunidades de formação para os jovens potiguares”, disse a professora Socorro Batista, titular da pasta.
Educação e mercado de trabalho
Os dados fazem parte de um levantamento que permite acompanhar mudanças estruturais no perfil da população ocupada. Além da escolaridade, a pesquisa reúne informações sobre setores de atividade, formalização, sindicalização e características dos locais de trabalho.
Em 2025, o Rio Grande do Norte tinha 1,36 milhão de pessoas ocupadas, 103 mil a mais do que em 2012, um crescimento de 8,1%. A taxa de desocupação foi de 8,07%, o menor percentual da série histórica iniciada em 2012.
Entre os setores que mais ampliaram o número de trabalhadores no período está o grupo formado por administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que passou de 232 mil pessoas ocupadas, em 2012, para 352 mil em 2025 — um aumento de 120 mil trabalhadores.
O levantamento do IBGE permite comparações entre 2012 e 2025. Os anos de 2020 e 2021 não tiveram divulgação do módulo em razão da pandemia de Covid-19. Os dados foram reponderados com base no Censo Demográfico 2022.
