“Tropa de choque” de Allyson Bezerra tenta invadir comitê de Cadu de Lula em Mossoró

Imagens da tentativa de invasão

Um grupo de apoiadores do candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (UB), tentou invadir o comitê eleitoral de Cadu de Lula (PT) e Larissa, em Mossoró, neste domingo (25). A denúncia foi feita pelo advogado Humberto Fernandes, que é assessor jurídico da chapa e esteve no local. Ele relatou momentos de tensão, ameaças e intimidação.

Segundo Humberto, a equipe jurídica foi acionada por integrantes do comitê após a chegada de um grupo numeroso de apoiadores de Allyson, entre eles pessoas que o advogado identificou como integrantes do alto escalão político do candidato, como Kadson Freitas, que foi secretário durante a gestão de Allyson na Prefeitura.

“A gente foi chamado lá no comitê do PT, de Cadu e Larissa, porque uma tropa de pessoas apoiadoras de Allyson, inclusive do alto escalão dele, estavam tentando invadir o comitê”, relatou.

O advogado afirmou que, quando chegou ao local, encontrou integrantes do grupo posicionados sobre o muro externo do imóvel. Segundo informações colhidas pela equipe jurídica, algumas pessoas já teriam ultrapassado o portão de entrada da rua, chegando ao espaço externo de acesso à casa onde funciona o comitê.

“Inclusive, quando a gente se aproximou lá, eles estavam em pé em cima do muro. Eles chegaram a entrar da porta da rua, que tem um saguãozinho para chegar na porta da casa”, explicou.

Advogado relata ameaças e tentativa de intimidação

Humberto afirmou que os integrantes do comitê estavam assustados com a presença do grupo e que precisou intervir diretamente para impedir o avanço dos apoiadores de Allyson.

“A gente chegou lá e foi pra cima e disse: daqui vocês não passam”, contou.

Segundo ele, um dos participantes do grupo chegou a ameaçar entrar no imóvel, momento em que o advogado estabeleceu um limite e informou que não permitiria o ingresso de ninguém sem autorização.

“Daqui pra frente você não passa. Aqui é o seu limite. Aqui você não passa. Ninguém entra aqui dentro do comitê”, relatou ter dito.

O grupo, ainda conforme Humberto, ameaçou acionar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), mas a equipe jurídica respondeu que não impediria qualquer fiscalização legalmente autorizada.

“Vocês chamam quem vocês quiserem, mas daqui vocês não passam”, declarou o advogado.

Polícia Militar foi acionada e manteve o funcionamento do comitê

A Polícia Militar foi chamada ao local para conter o tumulto. De acordo com Humberto Fernandes, os policiais verificaram a situação e não identificaram irregularidades nas atividades desenvolvidas pelo comitê eleitoral de Cadu e Larissa.

“A Polícia Militar chegou, verificou que não havia nenhuma irregularidade, nenhuma ilegalidade, apenas tumulto e tentativa de invadir o comitê, e dispersou todo mundo. Mandou todos irem embora”, afirmou.

Após a intervenção policial, segundo o advogado, integrantes do grupo permaneceram nas proximidades, em um restaurante localizado em frente ao imóvel, identificado como Seu Paixão.

Humberto relatou que os apoiadores continuaram tentando intimidar os presentes e que policiais realizaram uma vistoria em veículos do grupo para verificar a eventual presença de armas.

O advogado também afirmou que os apoiadores de Allyson queriam que a Polícia Militar determinasse o fechamento do comitê.

O pedido, entretanto, teria sido rejeitado pelo oficial responsável pela ocorrência, identificado por Humberto como comandante Maximiliano.

Segundo o relato, o policial informou que não havia motivo para interromper o funcionamento do local, solicitando apenas que o portão da frente permanecesse fechado para evitar novas tentativas de entrada.

“O comandante Maximiliano disse que não ia fechar o local de trabalho da gente, não ia fechar o comitê. Pediu apenas para manter a porta fechada, para não haver outra tentativa de invasão lá dentro. Mas o comitê poderia trabalhar tranquilamente”, explicou.

“Violência, tentativa de agressão e intimidação”

Ao final do relato, Humberto Fernandes classificou o episódio como uma tentativa de intimidação política promovida por apoiadores de Allyson Bezerra em pleno dia da votação.

“Violência, tentativa de agressão, tentativa de intimidação da gente. Só que o negócio deu um pouquinho errado para eles”, afirmou.

O episódio acontece em meio à disputa acirrada pelo Governo do Rio Grande do Norte entre Cadu Xavier e Allyson Bezerra.

Confia as imagens da confusão criada pela tropa de choque de Allyson