O advogado Máximo Emanuel desmentiu, na tarde deste domingo (25), as informações de que o ex-vice-prefeito de Mossoró Fernandinho das Padarias teria sido preso em flagrante por compra de votos. Segundo a defesa, Fernandinho foi abordado após uma denúncia feita por um apoiador do candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil), mas não foram identificados elementos suficientes para justificar uma prisão.
O episódio ocorreu nas proximidades do comitê de campanha de Cadu Xavier (PT), no Centro de Mossoró, e ganhou repercussão nas redes sociais e em veículos de comunicação, que chegaram a noticiar a prisão do ex-vice-prefeito por suspeita de crime eleitoral.
De acordo com Máximo Emanuel, a situação teve início quando Fernandinho estava saindo de uma farmácia, onde havia comprado um medicamento para a filha. Ele estava acompanhado da esposa e da própria filha, e a sacola com o medicamento permanecia no veículo.
Ainda segundo o advogado, ao deixar o estabelecimento, Fernandinho teve a passagem bloqueada por um militante de Allyson Bezerra, que teria informado que havia acionado a polícia sob a alegação de que o ex-vice-prefeito estaria comprando votos.
Uma equipe policial compareceu ao local acompanhada da promotora eleitoral Karine de Medeiros Crispim. Durante a abordagem, foram encontrados R$ 3.500 em espécie com Fernandinho.
A defesa explicou que o dinheiro era proveniente da movimentação financeira dos negócios do ex-vice-prefeito, que é empresário, e negou qualquer relação dos valores com a compra de votos.
O advogado também contestou as informações divulgadas inicialmente de que Fernandinho teria sido preso em flagrante. Segundo ele, após a avaliação da ocorrência, o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal entenderam que não havia elementos suficientes para justificar a prisão.
Fernandinho foi conduzido para prestar esclarecimentos e, conforme a defesa, deverá ser liberado após a conclusão do depoimento, sem necessidade de pagamento de fiança.
Versão da defesa contraria notícias divulgadas inicialmente
A manifestação de Máximo Emanuel ocorre após a circulação de vídeos da abordagem policial e a publicação de notícias que apresentavam o caso como uma prisão por compra de votos.
A defesa contesta essa narrativa e sustenta que a ocorrência teve origem em uma denúncia feita por um adversário político, sem que fossem encontrados indícios suficientes para sustentar uma prisão em flagrante.
O episódio aconteceu em meio ao clima de disputa eleitoral neste domingo, quando os potiguares escolhem o próximo governador do Rio Grande do Norte.
