Eleição de 2026 é uma das mais apertadas da história do RN

Foto: reprodução

A eleição para o Governo do Rio Grande do Norte em 2026 entrou para a história como a mais apertada já registrada no estado. Cadu Xavier (PT) foi eleito com 1.073.024 votos, equivalentes a 50,77% dos votos válidos, enquanto Allyson Bezerra (União Brasil) recebeu 1.040.399 votos, ou 49,23%.

A diferença entre os dois candidatos foi de 32.625 votos, correspondente a 1,54 ponto percentual. O resultado foi confirmado no segundo turno, realizado em 25 de outubro, após uma disputa marcada pelo equilíbrio desde o primeiro turno.

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Allyson terminou na liderança, com 733.809 votos (36,94%). Cadu Xavier ficou em segundo lugar, com 718.300 votos (36,16%). A vantagem do ex-prefeito de Mossoró naquele momento era de 15.509 votos.

O terceiro colocado foi Álvaro Dias (PL), que recebeu 530.580 votos, correspondentes a 26,71% dos votos válidos. Com a eliminação do candidato, os votos do primeiro turno foram decisivos para a reorganização das forças políticas na etapa final da eleição.

Virada no segundo turno

Entre os dois turnos, Allyson ampliou sua votação em 306.590 votos. Cadu Xavier, porém, conquistou 354.724 votos a mais, crescimento suficiente para reverter a vantagem inicial do adversário e assumir a liderança na apuração definitiva.

A diferença final de 32.625 votos tornou a eleição de 2026 a mais acirrada da história do Rio Grande do Norte. O resultado também consolidou a continuidade do PT no comando do Governo do Estado, após a gestão da governadora Fátima Bezerra.

Cadu Xavier disputou sua primeira eleição e chegou ao cargo depois de ter ocupado a Secretaria da Fazenda durante o governo Fátima. Allyson, por sua vez, deixou a Prefeitura de Mossoró, onde havia sido eleito em 2020 e reeleito em 2024, para tentar chegar ao Executivo estadual.

Primeiro turno de 2006 também teve diferença mínima

Uma curiosidade aproxima ainda mais as eleições de 2006 e 2026: a diferença entre os dois principais candidatos no primeiro turno foi praticamente idêntica.

Em 2006, Wilma terminou a primeira votação com 764.016 votos (49,57%), enquanto Garibaldi recebeu 749.003 (48,60%). Apenas 15.013 votos separaram os adversários.

Já em 2026, Allyson liderou o primeiro turno com 733.809 votos (36,94%), contra 718.300 de Cadu Xavier (36,16%). A vantagem foi de 15.509 votos.

A diferença entre as margens registradas no primeiro turno das duas eleições foi de somente 496 votos.

A distinção está no desfecho. Em 2006, Wilma confirmou a liderança do primeiro turno e ampliou a vantagem sobre Garibaldi. Em 2026, Cadu reverteu a desvantagem inicial e terminou eleito governador.

Entre os dois turnos deste ano, Cadu acrescentou 354.724 votos à sua votação, enquanto Allyson ganhou outros 306.590.

Disputas de 1986 e 1990 também entraram para a história

Embora 2026 tenha registrado a menor diferença já observada em um segundo turno no RN, a história eleitoral potiguar apresenta outros resultados bastante equilibrados.

Em 1990, José Agripino Maia (PDS) derrotou Lavoisier Maia (PDT) no segundo turno por 525.229 votos (52,09%) a 483.067 (47,91%). A diferença foi de 42.162 votos, ou 4,18 pontos percentuais, sendo até então a menor margem em uma disputa de segundo turno no Estado.

Já em 1986, ocorreu uma eleição ainda mais equilibrada em números absolutos. Geraldo Melo (PMDB) derrotou João Faustino (PFL) por apenas 14.071 votos. Foram 464.559 votos para Geraldo, equivalentes a 50,11%, contra 450.488 para João Faustino, ou 48,59%.

Naquela época, a disputa pelo Governo foi decidida em turno único. A diferença percentual entre os dois primeiros colocados foi de aproximadamente 1,52 ponto percentual, ligeiramente inferior aos 1,54 ponto registrados em 2026.