Em 2025, a extração vegetal gerou mais de R$ 62 milhões em valor de produção no Rio Grande do Norte, um crescimento de 5,80% em relação ao ano anterior (R$ 58,6 milhões). Desse montante, 73,36% vieram da extração de lenha, que respondeu por mais de R$ 45,5 milhões do valor de produção do setor. Em todo o RN, foram 1,11 milhões de m³ de lenha extraídas no último ano.
As informações são da pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs), divulgada hoje (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O levantamento mostra que os produtos madeireiros (lenha, madeira em tora e carvão vegetal) responderam por 82,68% do valor de produção da extração vegetal no RN.
A atividade de extração de lenha estava presente em 130 municípios potiguares, com destaque Alexandria (R$ 8,55 milhões), Santa Cruz (R$ 6,50 milhões) e Caraúbas (R$ 5,25 milhões).
A pesquisa também mostra a extração de mais de 13,2 mil m³ de madeira em tora, que geraram R$ 706 mil em valor de produção. Só em Macaíba, foram 8,6 mil m³ extraídos, com geração de R$ 344 mil.
Já o carvão vegetal estava distribuído em 118 municípios potiguares, somando mais de R$ 5,07 milhões em valor de produção e 3.578 toneladas produzidas.
Umbu e mangaba são os frutos mais extraídos no RN
1.750 toneladas de produtos alimentícios foram extraídos no território potiguar em 2025, um crescimento de 16,59% em relação a 2024 (1.501 toneladas). A atividade movimentou mais de R$ 4,15 milhões em valor de produção no estado.
O umbu foi o fruto mais extraído (825 t), com mais de R$ 1,19 milhões em valor de produção. A extração do fruto estava presente em 43 municípios potiguares, com destaque para São Miguel do Gostoso (300 t) e Pedra Grande (200 t).
A mangaba aparece em segundo lugar em quantidade extraída (605 t), com forte concentração no município de Nísia Floresta (530 t). A fruta, porém, tem mais valor agregado que o umbu, e gerou R$ 2,06 milhões em valor de produção no RN.
A extração de castanha de caju (107 t) teve R$ 440 milhões em valor de produção, o cajá (22 t) movimentou R$ 71 milhões e os outros produtos alimentícios somaram R$ 380 milhões em valor de produção.
Extração de carnaúba recua em 2025
Em 2025, a extração de carnaúba para a produção de cera e de pó recuou 10,98% no Rio Grande do Norte, saindo de 428 toneladas extraídas em 2024 para 381 toneladas no ano passado. No estado, a maior parte da carnaúba (379 t) foi produzida em formato de pó.
A carnaúba é utilizada como alternativa sustentável na fabricação de medicamentos, cosméticos, embalagens e outros produtos. O produto aparece em 16 municípios potiguares, com destaque para Upanema, Ipanguaçu e Assú.
Acompanhando o recuo na quantidade produzida, o valor de produção da carnaúba potiguar ficou em R$ 6,59 milhões, uma redução de 12,37% em relação 2024 (R$ 7,05 milhões).
Pureza e Macaíba concentram silvicultura de eucalipto no RN
A pesquisa do IBGE também traz dados sobre a silvicultura de eucalipto no Rio Grande do Norte, tanto para lenha, quanto para outras finalidades. Em 2025, foram produzidos 1.500 metros cúbicos (m³) de lenha de eucalipto no estado, com R$ 120 mi de valor de produção.
A produção ficou concentrada nos municípios de Pureza (1.200 m³), com R$ 96 mil de valor de produção gerados, e de Macaíba (300 m³), com R$ 24 mil em valor.
Já a produção potiguar de madeira em tora de eucalipto para outras finalidades ficou concentrada em Pureza (6.000 m³), com R$ 2,4 milhões em valor de produção.
