O Ministério Público Eleitoral está aprofundando a apuração sobre a suposta compra de votos registrada no distrito da Maísa, na zona rural de Mossoró, durante o primeiro turno das eleições de 2026. De acordo com informações obtidas pelo Blog do Barreto, o órgão já solicitou a instauração de inquérito pela Polícia Federal (PF) e requereu uma série de diligências para esclarecer as circunstâncias do episódio, que ganhou repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais.
Entre as providências solicitadas estão a realização de perícia nos vídeos que registraram a ocorrência e o exame das máquinas de cartão de crédito que aparecem nas imagens. O Ministério Público também pediu os interrogatórios de Adriano e Francisca das Chagas, cujos esclarecimentos são considerados importantes para a apuração dos fatos.
Outro avanço é a identificação do proprietário da motocicleta utilizada por um dos homens que deixou o estabelecimento durante a abordagem. A informação poderá contribuir para esclarecer a identidade e a participação das pessoas que estavam no local.
Relembre o caso
O episódio aconteceu no dia 4 de outubro, durante a votação do primeiro turno. Na ocasião, a advogada Ana Flávia Lira, integrante da equipe jurídica da coligação Time que Cuida, do candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier (PT), denunciou uma suposta operação de compra de votos em um bar localizado no distrito da Maísa.
Nas imagens divulgadas pela advogada, aparecem homens reunidos em um estabelecimento comercial, onde foram identificados dinheiro em espécie, cadernos com anotações que seriam de nomes de eleitores e máquinas de cartão de crédito.
Também foram encontrados materiais de campanha de Allyson Bezerra (União Brasil), Cinthia de Allyson, Robinson Faria e Zenaide Maia. Um dos homens abordados vestia uma camisa azul com a frase “eu tô fechado com o menino”, associada à campanha de Allyson Bezerra.
Durante a abordagem, Ana Flávia questionou a origem do dinheiro e a finalidade das anotações. Um dos homens tentou deixar o estabelecimento por uma janela e posteriormente saiu em uma motocicleta. As imagens circularam amplamente nas redes sociais e provocaram repercussão no cenário político potiguar.
Naquele dia, a Polícia Militar chegou a ser acionada, mas, segundo informações divulgadas pela imprensa local, os policiais não encontraram os envolvidos quando chegaram ao estabelecimento.
