Ao final da apuração com a vitória de Samanda Alves (PT) para o Senado, o empate entre Cadu de Lula (PT) e Allyson Bezerra (UB) para o Governo do Estado e ampliação das bancadas de deputado federal e estadual da Federação Brasil Esperança, foi consenso entre os analistas políticos do Rio Grande do Norte que a governadora Fátima Bezerra (PT) foi a grande vitoriosa das eleições de domingo.
Some-se a isso o gostinho de vingança do fracasso do vice-governador Walter Alves (MDB).
Os fatos descritos acima são autoexplicativos, mas é preciso entender o contexto do feito de Fátima.
A governadora iniciou a eleição sendo profundamente subestimada pela desaprovação na faixa dos 60%. Some-se a isso havia a desconfiança de que os candidatos dela fracassariam nas eleições por serem desconhecidos.
Outro ponto. Ela foi vítima de uma trama de bastidores que inviabilizou o plano de renunciar para disputar o Senado. Essa manobra facilitou a vida da senadora Zenaide Maia (PSD) que automaticamente assumiu o segundo lugar.
Zenaide acabou derrotada por Samanda.
Na disputa pelo Governo, ela assistiu o candidato dela, Cadu, ser tratado com desdém pelos adversários. Ele iniciou a campanha abaixo dos 10% e chegou ao final do primeiro turno empatado com o “favoritaço”, Allyson Bezerra (UB).
Os sinais apontavam para uma perda de força da bancada do PT na Assembleia, mas agora o partido contará pela primeira vez com quatro deputado estaduais, mantendo as três cadeiras e ganhando o reforço de Daniel Valença.
O casamento dos resultados com o contexto explica por que Fátima é a grande vitoriosa do domingo.
