Professores em greve ocupam Prefeitura de Natal e cobram audiência com o prefeito

Dirigentes do Sinte ocupam prefeitura do Natal (Foto: Lenilton Lima)

Professores e professoras da rede municipal de ensino de Natal realizaram, nesta quinta-feira (20), uma ocupação na sede da Prefeitura como parte das mobilizações da greve da educação. A ação ocorreu durante o acampamento organizado pela categoria e tem como principal reivindicação a abertura de uma audiência com o prefeito para discutir a pauta dos trabalhadores e trabalhadoras.

Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Rio Grande do Norte (Sinte-RN) entraram no prédio da Prefeitura e afirmam que permanecerão no local até que o chefe do Executivo municipal receba uma representação da categoria.

A ocupação amplia a pressão dos educadores por uma mesa de negociação. Segundo o Sindicato, apesar da paralisação e das mobilizações realizadas desde o início do movimento, ainda não houve avanço no diálogo direto com a gestão municipal.

“Nossa decisão de ocupar a Prefeitura é fruto de nossa resistência. Todas as nossas tentativas de diálogo não surtiram efeito e agora iremos permanecer aqui até que o prefeito nos receba e apresente uma proposta, até que o prefeito nos ouça. Todos nós queremos acabar com essa greve, mas não por força da justiça e sim com propostas e negociação entre a prefeitura e os servidores”, destacou a diretora do Sinte Valdilene Hipólito

A greve da educação de Natal teve início em 3 de agosto. Desde então, os profissionais vêm realizando atos, assembleias e outras atividades para pressionar a Prefeitura a apresentar respostas às reivindicações.

O Sinte-RN critica a postura da gestão municipal e afirma que, em vez de priorizar a negociação, a Prefeitura optou pela judicialização do movimento grevista. Para a entidade, a ausência de diálogo contribui para prolongar o impasse entre os trabalhadores e o Executivo.

Entre as principais reivindicações apresentadas pela categoria estão a valorização profissional, a isonomia salarial entre os trabalhadores da educação, a construção de uma carreira única e a melhoria das condições de estrutura e funcionamento das escolas e dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs).