A disputa pela segunda vaga do Rio Grande do Norte no Senado entrou para a história das eleições potiguares. Samanda de Lula (PT) superou a senadora Zenaide Maia (PSD) por apenas 6.742 votos, registrando a menor diferença entre o último candidato eleito e o primeiro colocado fora das vagas para o Senado no estado neste século.
Com a apuração encerrada, Samanda recebeu 634.863 votos, correspondentes a 17,64% dos votos válidos, enquanto Zenaide terminou com 628.121 votos, ou 17,45%. A diferença entre as duas foi de apenas 0,19 ponto percentual.
A primeira vaga ficou com Styvenson Valentim (Podemos), reeleito com 1.052.669 votos, ou 29,24%. Com Samanda na segunda posição e Zenaide em terceiro, a eleição também representou a saída da atual senadora da bancada potiguar após um mandato iniciado em 2019.
O resultado de 2026 supera, em termos de equilíbrio, uma disputa que permaneceu por duas décadas como referência de eleição apertada para o Senado no Rio Grande do Norte.
Em 2006, quando apenas uma cadeira estava em disputa, Rosalba Ciarlini (PFL) foi eleita senadora com 645.869 votos, ou 44,18% dos válidos. O então senador Fernando Bezerra (PTB), que buscava a reeleição, terminou com 634.738 votos, ou 43,42%. A diferença foi de apenas 11.131 votos.
Vinte anos depois, Samanda e Zenaide protagonizaram uma disputa ainda mais apertada. A vantagem da petista foi 4.389 votos menor que a obtida por Rosalba sobre Fernando Bezerra em 2006.
A comparação com as demais eleições realizadas neste século reforça a dimensão do resultado. Em 2002, José Agripino garantiu a segunda vaga com vantagem de 115.189 votos sobre Geraldo Melo. Em 2010, a diferença entre José Agripino, segundo eleito, e Wilma de Faria foi de 307.533 votos. Em 2014, Fátima Bezerra superou Wilma por 171.159 votos; e, em 2018, Zenaide Maia conquistou a segunda vaga com 278.066 votos a mais que Geraldo Melo. Já em 2022, Rogério Marinho derrotou Carlos Eduardo Alves por 143.116 votos.
