Um candidato blasé

Carlos Eduardo Alves: o candidato indiferente (foto: autor não identificado)

Vivi para ver um candidato estagnado nas pesquisas e correndo sério risco de perder o pleito no primeiro turno se recusar a participar de um debate. Quem está em primeiro se esconder já é feio, imagine quem está atrás.

Pouco importa se o candidato ao Governo Carlos Eduardo Alves (PDT) tem algum problema de ordem pessoal com a TV Ponta Negra. Nem sei se tem, mas se tiver não justifica porque é falta de respeito não com a emissora, mas com o povo.

Mas o perfil candidato blasé de Carlos Eduardo Alves não para por aí. Mesmo com a popularidade em baixa em Natal ele achou que dava para renunciar ao cargo de prefeito de Natal mesmo prometendo cumprir o mandato até o final.

Mesmo com a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) impopular em Mossoró ele achava que bastava ter o filho dela como vice bastaria para vencer no segundo colégio eleitoral do Rio Grande do Norte.

Todos os colegas com quem converso afirmam que é uma dificuldade extrema conseguir uma entrevista com o candidato pedetista. Para ele ir a Intertv Cabugi é o que basta.

Carlos Eduardo vai tendo dificuldades no interior do Estado, mas acha que é apenas por ser “desconhecido”. Não é bem assim. Os relatos sobre a célebre antipatia dele ganham força.

Temos um candidato blasé no Rio Grande do Norte.

Em tempo: Carlos Eduardo Alves também não está no debate de hoje na UERN.

Blasé:  é quem exprime completa indiferença pela novidade, pelo que deve comover, chocar etc. Quem está embotado pelo excesso de estímulos (sensoriais, afetivos, intelectuais etc.) ou de prazeres, e que se tornou insensível ou indiferente a eles.

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