Apelidada pelo saudoso jornalista Emery Costa de “secretaria de assuntos legislativos” por causa da subserviência histórica ao inquilino de plantão do Palácio da Resistência a Câmara Municipal de Mossoró quebrou um paradigma esta semana.
Pela primeira vez em muitos anos de se perder na memória a casa adota uma postura altiva e de cumprimento do seu papel em um projeto importante.
O prefeito Allyson Bezerra (SD) decidiu enviar o projeto de reforma da previdência municipal sem ouvir os representantes dos trabalhadores.
A reação do Sindserpum e da oposição foi imediata. Apesar das pressões Allyson não conseguiu formar a maioria de 16 vereadores e olhe que ele tentou, sem sucesso, um apoio pontual de nomes da oposição.
Além da oposição que já cumpria seu papel a altivez do legislativo se deveu a um bloco parlamentar formado por seis vereadores a saber: Tony Fernandes (SD), Carmem Júlia (MDB), Omar Nogueira (Patriota), Paulo Igo (SD), Lamarque Oliveira (PSC) e Isaac da Casca (DC).
O sexteto foi fundamental para que não restasse a Allyson outra alternativa que não fosse negociar e na quarta-feira tivemos um encontro histórico em que o prefeito recebeu vereadores e sindicalistas e ficou decidido que o Sindserpum participaria de uma comissão para reformular a proposta e minimizar os impactos para os que ganham menos.
