Oposição bate cabeça deixando 40% dos leitores sem referência

Fátima aguarda um adversário (Foto: reprodução)

Ao longo do ano passado a desaprovação da governadora Fátima Bezerra (PT) ficou numa média de 40%, sempre muito próxima da aprovação que na maioria das pesquisas foi numericamente maior, mas com diferença dentro da margem de erro.

Como sempre escrevo: não está claro se será uma eleição de mudança ou continuidade.

Apesar disso, a governadora lidera com relativa folga e com esperanças de vencer até no primeiro turno (coisa rara no RN) a depender da conjuntura.

Fátima não terá uma reeleição fácil pela desaprovação alta, mas falta quem se habilite para abocanhar os 40% de insatisfeitos.

O lavajatismo do senador Styvenson Valentim (Podemos) nunca o levou a casa dos 20%, o recall de Carlos Eduardo Alves (PDT) o levou a ser um possível candidato ao Senado pelo governismo, a fanfarronice de Brenno Queiroga (SD) nunca o fez passar de 5% numa situação semelhante ao bolsonarismo desapegado de Benes Leocádio (Republicanos). Sem contar a histeria antivax de General Girão (União Brasil) e a pregação neoliberal de Haroldo Azevedo que nunca os levou a sair dos traços nas sondagens.

O grito de desespero da oposição ecoa no gabinete do presidente da Assembleia Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), mas ele não tem um DNA anti-Fátima de quem se mantém aliado desde 2018.

Os 40% de insatisfeitos com a governadora estão boiando. Quem saberá atrair esse eleitor?