A polêmica na mídia bolsonarista é o “flagrante” da vereadora Thabatta Pimenta (PSOL) ter sorrido e dançado durante a execução do hino nacional na sessão solene em homenagem ao Dia do Jornalista.
A mídia bolsonarista transformou o comportamento de Thabatta num grande assunto. Nem parece que esta semana o Ministério Público desmontou um esquema de sentenças judiciais para forçar atendimentos home care duvidosos. Nem parece que o senador Styvenson Valentim (PSDB) torrou quase R$ 2 milhões para fazer politicagem com uma usina de asfalto ineficaz e com resultados pífios.
Nem parece que essas pessoas horrorizadas porque Thabatta sorriu e dançou na execução do hino nacional toleraram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fazer chacota com as vítimas da pandemia de covid.
O problema não é o suposto desrespeito ao hino nacional. Nem essa gente ser um povo triste que não consegue lidar com a leveza de uma parlamentar.
A questão aí é mais profunda.
É transfobia na veia!
O problema para essa gente é Thabatta ser uma mulher trans. Mais do que isso. É ser uma mulher trans que faz história na política, ocupando espaços jamais vistos no Rio Grande do Norte.
Thabatta é uma das favoritas para chegar a Câmara dos Deputados em 2026 se juntando a Erica Hilton (PSOL/SP) e Duda Salabert (PDT/MG) na bancada das pessoas trans. Ela pode ser a primeira nordestina a conseguir esse feito.
Escolheram a dedo o momento de criar essa falsa polêmica. Thabatta acabou de apresentar o Projeto de Lei que isenta de IPTU a população de Natal que está carente de serviços públicos.
Resgaram o vídeo logo após a proposta vir à tona para desviar o foco num momento em que a vereadora mostra que qualidade de sua atuação política vai além da pauta identitária.
Thabatta é uma gigante da política potiguar!
