Análise de João Maia está correta a preço de hoje

João Maia analisa quadro para o Senado (Foto: reprodução)

Repercutiu bastante a análise do deputado federal João Maia (PP) sobre a disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte afirmando que o senador Styvenson Valentim (PSDB) está numa situação confortável e que a disputa pela segunda vaga é entre a senadora Zenaide Maia (PSD) e a governadora Fátima Bezerra (PT), que vai deixar o cargo em abril para tentar voltar a Alta Câmara.

Abre aspas para as declarações de João a 98 FM: “As pesquisas dizem que Styvenson tem uma posição confortável e que a disputa de Zenaide é com a governadora e candidata a senadora Fátima”.

“As duas sabem que a disputa está entre elas duas”, complementou.

A análise de João Maia está correta. É o que as pesquisas dizem. Styvenson tem uma vantagem que varia entre 10 e 15 pontos percentuais a depender do instituto de pesquisa. Já Zenaide e Fátima estão muito próximas e em alguns casos tecnicamente empatadas no limite da margem de erro.

Mas tudo isso é a preço de hoje.

O senador Styvenson está se desgastando com revelações sobre mentiras no uso de emendas na saúde, indícios de asfalto superfaturado comprado com emendas do mandato dele, contradição entre discurso e prática em relação a moralidade (indicação da namorada para cargos públicos no Senado e Prefeitura de Natal) e outros problemas como o distanciamento em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que em algum momento pode afastar o eleitor extremista de direita.

A imagem de Styvenson passa por um momento de desconstrução que ainda não sabemos o que pode resultar em um ano.

Além disso, com a rejeição crescente do senador Rogério Marinho (PL), o senador pode ser puxado para baixo no processo eleitoral.

O que é confortável em julho de 2025, pode virar um problema lá na frente. Além disso, eventuais candidaturas do ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos), um bolsonarista raiz como Coronel Hélio (PL) ou presidente Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) Babá Pereira (PL) saindo de forma simultânea podem dividir os votos da direita.

Já Fátima e Zenaide atuam na faixa o eleitorado progressista/lulista que é majoritário no Rio Grande do Norte. Uma casadinha entre elas pode amarrar um potencial superior a um milhão de votos e repetir a vitoriosa dobradinha Garibaldi/Agripino nas eleições de 2010.

Há muita água para correr por debaixo da ponte e o eleitor majoritariamente lulista pode votar duas vezes.

A preço de hoje a análise de João Maia é precisa, mas em um ano tudo pode mudar.