O evento “Rolé Vermelho” não foi criado para celebrar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe de estado.
O Blog do Barreto teve acesso a documentos que demonstram que as emendas que custearam o evento foram liberadas ainda em julho, antes da prisão ser decretada.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes só determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro no dia 4 de agosto. Já as emendas para o “Rolé Vermelho” foram liberadas nos dias 22 e 23 de julho, duas semanas antes da decisão judicial.
O primeiro pagamento, no valor de R$ 15 mil, foi feito a cantora Khystal no dia 22. Os pagamentos de R$ 500 para DJ Augusto e R$ 2.500 para Skarimbó foram no dia 23, conforme os ofícios que você pode ler ao final desta matéria.
O “Rolé Vermelho” aconteceu somente no dia 9 de agosto quando a organização do evento decidiu acrescentar a celebração pela prisão do ex-presidente.
“Nós destinamos recursos para o pagamento de três cachês, de três artistas renomados, conhecidos, que já se apresentaram em muitos outros lugares da cidade. Muita gente tem questionado o caráter que o evento teve porque falava do Bolsonaro na cadeia, que foi uma notícia que surgiu na semana que o evento aconteceu”, disse Brisa.
Ontem a Câmara aprovou a abertura do processo de cassação de Brisa. Foi formada uma comissão os vereadores Daniel Valença (PT), Fúlvio Saulo (SDD) e Anne Lagartixa (SDD).
