O mundo veio abaixo no final de semana com a brincadeira de péssimo gosto do secretário estadual de administração penitenciária Helton Edi Xavier dizendo que existem duas moedas de troca na cadeira o c# e cigarro e em seguida lembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não fuma.
Um secretário ainda mais desta pasta não poderia postar tamanha bobagem, assim que tomei conhecimento dessa bizarrice me manifestei que era caso de demissão.
Mas no mesmo dia o coronel da polícia militar do Rio Grande do Norte, Rodrigo Trigueiro, que ficou nacionalmente conhecido por ter vencido o programa “No Limite”, na pré-história dos realitys show, postou que estava pronto para entregar a cabeça do presidente Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos.

Praticamente nenhum veículo de comunicação abordou o assunto. Trigueiro já havia postado em 2022 uma foto com o rosto de Lula usado como alvo em um stand de tiro. Também sem gerar incômodo.
O secretário precisou se retratar publicamente, Rodrigo segue pronto para postar a próxima ameaça ao presidente.
O problema da opinião publicada no Rio Grande do Norte não é com a atrocidade postada nem com o fato de quem diz estar disposto a matar o presidente usar armas. Tudo depende de quem é o político envolvido na polêmica.
Bolsonaro já disse atrocidades piores que a de Helton Edi, inclusive fez chacota com as vítimas da pandemia de covid 19. Não há registro de Lula sugerindo matar alguém como seu antecessor fez ao sugerir fuzilar a petralhada do Acre.
As palavras têm força. O 8 de janeiro está aí para contar a história.
