O prefeito Allyson Bezerra (UB) tem um comportamento controverso quando o assunto é terreno. Ele já negou um imóvel para o Governo do Estado construir um Iern em Mossoró, mas já doou dois para um empresário que já ganhou mais de R$ 100 milhões em contratos com o município.
Ele também tem um histórico curioso de desapropriações. Foram cinco este ano e uma em 2024, duas delas no mínimo questionáveis pela motivação e ausência de negociação prévia dos valores.
As desapropriações ocorreram entre março do ano passado e junho deste ano.
A primeira delas em março de 2024 foi a de um terreno na Avenida Rio Branco na altura do Bairro Santo Antonio para a construção de um Centro de Ensino. Em junho do ano passado foi desapropriado o imóvel da Rua Silva Jardim no bairro Doze Anos para a construção de uma Unidade de Ensino Infantil (UEI).
E abril de 2025 foi a vez de um imóvel localizado na Rua Benicio Filho, na Ilha de Santa Luzia, para a construção de uma UEI.
Em maio foi a vez da mais controversa desapropriação: a do terreno localizado ao lado da Estação das Artes no cruzamento da Avenida Rio Branco com Augusto Severo para colocação de banheiros químicos no Mossoró Cidade Junina. O caso está sendo questionado no judiciário.
Em junho deste ano foi a vez do prédio da Biblioteca Municipal com a justificativa de conservar patrimônio histórico. No entanto, o prédio não tem previsão de sair da condição de abandono.
Por fim, a outra desapropriação polêmica: o casarão da Família Néo com a justificativa de preservar o patrimônio histórico e ampliar o tamanho do Palácio da Resistência.
O decreto de junho também está sendo objeto de disputa porque os herdeiros de Leodécio Néo não concordam com os valores.

