O cenário financeiro para a educação básica em 2026 traz um misto de crescimento global e desafios locais para o Rio Grande do Norte. Enquanto o estado projeta uma receita total de R$ 3,97 bilhões para o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica), um dado acende o sinal de alerta para os gestores municipais: 70 cidades potiguares ficaram de fora do repasse do Valor Aluno Ano por Resultados (VAAR), o “bônus” concedido pela União a redes que melhoram a gestão e os índices de aprendizagem.
A complementação VAAR não é um recurso garantido. Para recebê-lo, as prefeituras precisam cumprir condicionalidades rígidas, como a seleção técnica de diretores escolares, participação em avaliações do Saeb e a redução das desigualdades socioeconômicas e raciais entre os alunos.
No RN, a ausência de repasses do VAAR em cidades como Natal, Mossoró e Parnamirim indica que os maiores centros urbanos do estado falharam em algum dos critérios técnicos ou de desempenho exigidos pelo Ministério da Educação (MEC).
Queda Livre
Embora a economia preveja um crescimento de 24,8% na receita do Fundeb entre 2024 e 2026, a realidade é amarga para 29 municípios que verão seus orçamentos encolherem em relação ao ano anterior.
O caso mais emblemático é o de 17 municípios que enfrentam uma “tempestade perfeita”: perderam a complementação VAAR e, simultaneamente, registraram queda na receita total prevista para 2026. Cidades como Campo Redondo, Jucurutu, São Paulo do Potengi e Upanema precisarão ajustar as contas para manter a qualidade do ensino com menos recursos em caixa.
O Peso da Arrecadação Própria
A reportagem do Blog do Barreto apurou que a base do financiamento da educação no RN continua sendo a contribuição própria dos municípios, que soma R$ 3,26 bilhões (82% do total). A dependência da União concentra-se no VAAT (Valor Aluno Ano Total), que socorre as redes mais pobres.
Contudo, a regra de aumento de matrículas — essencial para o VAAT — também deixou 39 cidades sem essa parcela da verba. “É um sistema que pune a falta de planejamento e a estagnação das matrículas, especialmente na Educação Infantil”, explicam especialistas em finanças públicas.
Onde está o dinheiro?
No topo da pirâmide financeira, dez cidades concentram quase 40% de todo o Fundeb potiguar. Natal lidera isolada com uma previsão de R$ 424,9 milhões, seguida por Parnamirim (R$ 171,9 mi) e Mossoró (R$ 157,2 mi). O destaque positivo fica para Extremoz e São Gonçalo do Amarante, que aparecem com receitas expressivas, superiores a R$ 130 milhões cada.
Resumo das Cifras para 2026:
- Receita Total Prevista (RN): R$ 3.974.818.677,61
- Cidades sem Bônus de Resultado (VAAR): 70
- Cidades com queda real no orçamento: 29
- Principal fonte: Arrecadação local (82,2%)
O desafio para 2026 será converter esses bilhões em melhoria real na sala de aula, em um estado onde a distribuição de recursos ainda é profundamente desigual e dependente da capacidade técnica de cada prefeito em cumprir as metas federais.
Confira as cidades que perderam os recursos do VAAR:
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Água Nova
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Areia Branca
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Ares
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Barcelona
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Bento Fernandes
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Bodó
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Bom Jesus
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Caiçara do Rio do Vento
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Campo Redondo
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Carnaúba dos Dantas
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Coronel João Pessoa
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Espírito Santo
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Florânia
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Francisco Dantas
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Frutuoso Gomes
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Goianinha
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Grossos
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Ielmo Marinho
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Jandaíra
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Januário Cicco
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Jardim de Angicos
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Jardim de Piranhas
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Jucurutu
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Lagoa Danta
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Lajes
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Lajes Pintadas
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Macaíba
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Macau
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Maxaranguape
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Mossoró
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Natal
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Nísia Floresta
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Ouro Branco
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Parau
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Parazinho
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Parelhas
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Parnamirim
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Passa e Fica
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Patu
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Pau dos Ferros
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Pedra Grande
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Pedro Velho
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Pilões
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Porto do Mangue
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Pureza
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Rafael Fernandes
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Riacho da Cruz
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Rio do Fogo
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Santa Cruz
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Santa Maria
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Santana do Seridó
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Santo Antônio
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São Bento do Trairi
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São Fernando
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São José do Campestre
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São José do Seridó
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São Miguel do Gostoso
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São Paulo do Potengi
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São Rafael
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São Vicente
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Senador Elói de Souza
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Serra Negra do Norte
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Severiano Melo
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Sítio Novo
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Taipu
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Tangará
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Triunfo Potiguar
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Upanema
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Viçosa
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Vila Flor