Por Daniel Cabral*
A oposição do Rio Grande do Norte é negacionista. E este texto não trata do bolsonarismo, que compõe, em parte, as forças que se juntam para estabelecer uma realidade paralela. A retórica criada pela direita entranha-se nas narrativas de alguns veículos de imprensa, soma-se aos desejos de parte da classe econômica, mistura-se aos posicionamentos de alguns representantes de classe e, juntos, sustentam uma falsa sensação de caos. Negam-se fatos, convergências, instituições, o novo, a história, os dados oficiais e a si mesmos. A política negacionista é o novo em trajes velhos: o autoritário em figurino democrático.
É nesse contexto que um grupo de atores da política, e fora dela, torna-se negacionista. Mesmo vivendo a transformação e sentindo-a na pele — e nos resultados de seus negócios —, insistem na tese do caos.
Nega-se o passado para ofuscar o presente de desenvolvimento do RN, um estado que gerou um saldo positivo de mais de 15 mil empregos em 2025; que, por meio do PROEDI, criou 64 mil postos de trabalho; que diminuiu a dívida pública — descontados os precatórios agora consolidados — para 19% da Receita Corrente Líquida, quando era de 36% em 2018.
É importante afirmar, para que não se negue, que a indústria cresceu 87% nos últimos cinco anos, incentivada por um ambiente seguro, com a criação da Lei do Gás, da Lei da Micro e Pequena Empresa, do Marco Legal do Hidrogênio Verde e da Lei de Transição Tributária.
Não se pode negar que o IDEMA ampliou em 200% o número de licenças emitidas; que a balança do comércio exterior cresceu 18% em 2025, alcançando um resultado de 1 bilhão de dólares; que o estado atingiu a marca histórica de 98% de ocupação das empresas instaladas no Centro Industrial Avançado. Não dá para negar que não há mais empresas indo embora do estado, mas, sim, chegando para investir aqui.
Mesmo diante dos fatos, dos números que comprovam a mudança do ambiente econômico promovida pelo governo, por que há tanta necessidade de negar para formar uma sensação de caos e insegurança?
Nega-se por necessidade de fugir da realidade. Nega-se por ser o governo da professora Fátima Bezerra. Contra todos os prognósticos feitos pelos que agora negam, foi nesse governo que o RN deu um salto. Com diálogo franco com todos os setores, visão de crescimento, responsabilidade e sensibilidade social, governando para todos, sem privilégios para ninguém, mas reconhecendo o valor de todos, criou-se um ambiente em que o setor econômico se sentiu respeitado, valorizado e acolhido, reconhecendo hoje o valor da seriedade do trabalho que levou a esses resultados.
Nega-se por não restar outra saída que não seja confundir os fatos e destruir a realidade, mesmo quando esses fatos e realidades sustentam seus próprios campos elíseos.
*É secretário estadual de comunicação e jornalista.
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