RN tem maior rendimento per capita do Nordeste em 2025, aponta IBGE

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O Rio Grande do Norte consolidou sua posição como a maior economia doméstica da Região Nordeste, de acordo com os dados do rendimento domiciliar per capita de 2025, divulgados na última sexta-feira (27/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com uma média de R$ 1.819 por habitante, o estado potiguar supera todos os seus vizinhos regionais, embora ainda enfrente o desafio de alcançar a média nacional.

Os números, calculados com base na PNAD Contínua, servem como balizador para o Tribunal de Contas da União (TCU) no rateio do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Enquanto o Brasil apresenta uma média de R$ 2.316, o Rio Grande do Norte se descola da realidade média nordestina. O estado é o único da região a ultrapassar a barreira dos R$ 1.800, deixando para trás estados com populações maiores ou economias tradicionalmente fortes.

Comparativo Regional (Rendimento Mensal):

  1. Rio Grande do Norte: R$ 1.819
  2. Sergipe: R$ 1.697
  3. Pernambuco: R$ 1.600
  4. Piauí: R$ 1.546
  5. Paraíba: R$ 1.543
  6. Bahia: R$ 1.465
  7. Alagoas: R$ 1.422
  8. Ceará: R$ 1.390
  9. Maranhão: R$ 1.219

O desempenho potiguar é significativamente superior ao do Ceará (R$ 1.390) e do Maranhão (R$ 1.219), este último ocupando a lanterna do ranking nacional.

O Cenário Nacional

No ranking geral das 27 unidades da federação, o Rio Grande do Norte ocupa a 15ª posição. O estado está inserido em um “bloco intermediário”, posicionado logo abaixo de estados das regiões Norte e Centro-Oeste, como Tocantins (R$ 2.036) e Rondônia (R$ 1.991).

A distância para o topo da lista, no entanto, permanece vasta. O Distrito Federal, que lidera o ranking com R$ 4.538, apresenta um rendimento quase 2,5 vezes maior que o do Rio Grande do Norte.

Comparativo Direto Valor (R$)
Média Brasil 2.316
Rio Grande do Norte 1.819
Diferença para a Média – 497

O que explica o número?

O rendimento domiciliar per capita não considera apenas salários, mas todas as fontes de renda que entram em uma casa (aposentadorias, pensões, programas sociais e rendimentos de aluguel), divididas pelo número total de moradores.

O resultado do RN indica uma combinação de fatores: uma proporção ligeiramente menor de moradores por domicílio e uma base de rendimentos (especialmente de aposentadorias e serviços) que, na média, supera a precariedade vista em estados vizinhos.

Os dados agora seguem para o TCU para atualizar os cálculos de repasses federais. Para o cidadão potiguar, o número serve como um termômetro do poder de compra médio no estado, mostrando que, apesar de ser a “estrela” do Nordeste, o caminho para a convergência com a média salarial do Centro-Sul ainda é longo.